Zema acusa STF de perseguição após prisão domiciliar de Bolsonaro
Governador de Minas Gerais foi o primeiro aliado a se pronunciar após prisão domiciliar de Bolsonaro e reforçou tom crítico contra o STF.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manifestou-se nesta segunda-feira (04/08) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi tomada após o descumprimento de restrições impostas anteriormente ao ex-chefe do Executivo, incluindo o uso de redes sociais, mesmo que por meio de terceiros.
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Em publicação nas redes sociais, Zema classificou a decisão como mais um “capítulo sombrio” da “perseguição política” conduzida pelo Supremo. “Alexandre de Moraes agora colocou Bolsonaro em prisão domiciliar por ter sua voz ouvida nas redes”, escreveu. Ele também afirmou que o país vive uma “democracia do medo” e prestou solidariedade ao ex-presidente e à sua família.
Zema foi o primeiro entre os governadores de perfil conservador a se manifestar sobre o caso. A decisão de Moraes considerou que Bolsonaro violou as medidas cautelares impostas em 18 de julho, que incluíam o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se comunicar publicamente, direta ou indiretamente, por redes sociais.
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Apesar de a ordem judicial impedir manifestações públicas por outras pessoas em nome de Bolsonaro, vídeos com sua participação foram transmitidos durante atos pró-anistia aos réus do 8 de janeiro, realizados no domingo (3).
Além da prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de receber visitas que não sejam de advogados ou pessoas previamente autorizadas nos autos do processo. O ministro advertiu que um novo descumprimento resultará na decretação da prisão preventiva. “A Justiça é igual para todos”, afirmou Moraes, acrescentando que “não permitirá que um réu a faça de tola”.
Zema, que cogita disputar a Presidência da República em 2026, tem feito movimentos de aproximação com o eleitorado bolsonarista. Ele também foi criticado por aliados por não participar dos atos de domingo.
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