Deputados da Aleam criticam decisão de Moraes e reagem à prisão de Bolsonaro
Além da prisão, Bolsonaro teve seu celular apreendido como parte das investigações em curso.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – Deputados estaduais do Amazonas usaram a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (5), para se posicionar sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além da prisão, Bolsonaro teve seu celular apreendido como parte das investigações em curso.
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O deputado Delegado Péricles (PL) foi um dos primeiros a abordar o assunto no plenário, criticando o que classificou como “condução unilateral” dos processos contra Bolsonaro. “De milhões de pessoas irem às ruas no Brasil, e aqui em Manaus não foi diferente, todos contra os abusos praticados hoje por um único ministro da Suprema Corte. Ele ontem decretou a prisão do presidente Bolsonaro, algo sem justificativa”, afirmou.
A deputada Débora Menezes (PL) também repudiou a decisão e disse que a medida escancarou a urgência do Senado Federal pautar o impeachment de Alexandre de Moraes. “Bolsonaro está preso por acusações que ninguém consegue provar. Isso é uma reação clara às manifestações pacíficas que aconteceram em Manaus e em todo o país. Tentar calar o Bolsonaro é tentar calar milhões de brasileiros”, declarou.
Ela destacou ainda que a situação fere a Constituição e representa um risco à democracia. “Se nós amamos o nosso país e a nossa democracia, temos que fazer valer a nossa Constituição. Hoje é com Bolsonaro, amanhã pode ser comigo, com você, com qualquer brasileiro”, alertou.
Os deputados Mario César Filho e Wilker Barreto também se manifestaram. Mario César pediu serenidade e criticou o clima de polarização: “O Brasil precisa de paz. O que está acontecendo em Brasília tem que ter um freio. Está repercutindo mundialmente. Não existe mais Ministério Público, só Alexandre de Moraes. Isso precisa acabar.”
Wilker Barreto concordou com os colegas e questionou a imparcialidade do julgamento. “Quando um juiz é parcial, ele deve se suspender do processo. O STF não pode concentrar todos os atos em um único ministro. Isso parece um atropelo da liberdade de expressão, e isso preocupa qualquer cidadão. O que está acontecendo com o ex-presidente merece ser analisado com mais cautela e respeito ao devido processo legal”, disse.
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