Eduardo Bolsonaro ameaça viver em exílio e pressiona por sanções dos EUA contra o Brasil
Deputado diz que só volta ao país se Moraes deixar o STF, não pretende renunciar ao mandato e cogita candidatura à Presidência em 2026.

Reprodução Youtube
Notícias de Política – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que está disposto a viver décadas fora do Brasil, em exílio, caso não obtenha o que considera uma “vitória total” contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao jornal O Globo, o parlamentar declarou que só retorna ao país caso Moraes seja afastado do cargo e uma anistia geral aos seus aliados seja aprovada no Congresso.
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“Ou saio vitorioso e volto a ter uma atividade política no Brasil, ou vou viver aqui décadas em exílio. É o que eu estou assumindo”, afirmou Eduardo, atualmente nos Estados Unidos.
Além disso, o deputado revelou que está trabalhando para que o ex-presidente norte-americano Donald Trump e autoridades americanas imponham novas sanções ao Brasil, em resposta à prisão domiciliar de seu pai, Jair Bolsonaro. “Não sei se isso vai passar pela mesa do Trump ou do secretário de Estado Marco Rubio. Mas espero uma reação nos próximos momentos”, disse.
Eduardo também mencionou que os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, estão “no radar das autoridades americanas” por, segundo ele, não pautarem a anistia aos “perseguidos” nem o impeachment de Moraes.
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Mesmo fora do Brasil, Eduardo garantiu que não irá renunciar ao seu mandato e que está preparando um ofício para justificar sua ausência à Câmara. “Se alguém quiser tomar uma medida para que eu perca o mandato, vai ter que ser aí do Brasil”, afirmou. Ele também defendeu que o regimento interno seja modificado para que possa votar de forma remota.
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Sobre o futuro político, Eduardo admitiu que cogita disputar a Presidência da República em 2026, caso receba o aval do pai. No entanto, condiciona a candidatura à aprovação da anistia e ao que chama de “isolamento de Moraes”.
Apesar da retórica dura, o parlamentar não descartou a possibilidade de diálogo com o Supremo. “Não quero destruir o STF. Estou utilizando um passo a passo para pressionar as autoridades a recobrar a consciência”, concluiu.
A permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e sua articulação por medidas externas contra o Brasil aumentam ainda mais a tensão entre o núcleo bolsonarista e as instituições brasileiras.
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