Oposição se recusa a participar de reunião com presidente da Câmara e mantém obstrução legislativa
Líder do PL afirma que retorno às atividades depende de diálogo com comando das duas casas e critica prisão domiciliar de Bolsonaro.

Foto: Divulgação/Agência Brasil
Notícias de Política – Em meio à crescente crise entre o Legislativo e o Judiciário, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou nesta quarta-feira (6) que os partidos de oposição não participarão da reunião de líderes convocada para às 16h pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro buscaria negociar a desocupação da mesa diretora, ocupada por parlamentares contrários à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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“Nós não vamos participar da reunião do colégio de líderes, estamos em um processo de obstrução. Já comuniquei telefonicamente ao presidente Hugo Motta que estamos alinhados na Câmara e no Senado: PL, Novo, PP e União Brasil”, afirmou Sóstenes em entrevista à GloboNews.
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A decisão da oposição vem após o bloqueio da retomada das sessões legislativas na terça-feira (5), primeiro dia útil após o recesso parlamentar. Deputados contrários à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que colocou Bolsonaro em prisão domiciliar, impediram os trabalhos da Câmara como forma de protesto.
Segundo Sóstenes, o retorno às atividades normais nas duas casas legislativas depende da abertura de diálogo com os presidentes Hugo Motta, da Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado. A oposição exige explicações e promete manter a obstrução até que haja um posicionamento institucional diante do que consideram abusos do Supremo Tribunal Federal.
A crise institucional se intensifica em um momento de tensão entre os Três Poderes e deve impactar o andamento de votações importantes nas próximas semanas. Enquanto isso, a base governista tenta retomar as pautas legislativas, mas esbarra na resistência organizada por partidos de oposição.
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