Magno Malta se acorrenta a Mesa Diretora do Senado em protesto para que seja aceito impeachment de Moraes
Senador bolsonarista declarou que só sai da cadeira “morto” ou se a cúpula do Senado atender os pedidos da oposição.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – O senador Magno Malta (PL-ES) protagonizou um protesto inusitado nesta quarta-feira (6), ao se acorrentar à Mesa Diretora do plenário do Senado Federal. A ação faz parte de uma mobilização liderada por parlamentares da oposição, que desde a última terça-feira (5) ocupam o espaço como forma de pressionar pela votação de pautas que chamam de “pacote da paz”.
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Entre os principais pontos defendidos pelo grupo estão o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do Projeto de Lei da Anistia para manifestantes investigados por atos políticos e o fim do foro privilegiado para autoridades.
Magno Malta, aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que não deixará o local até que as demandas da oposição sejam atendidas. “Se quiserem montar outro Senado em outro lugar, fazer as votações deles, fiquem à vontade. Eu não vou registrar presença, não vou em comissão nenhuma. Eu só saio daqui morto ou se tudo isso for aprovado”, declarou, enquanto permanecia acorrentado à cadeira da Mesa Diretora.
Eu, o Senado Magno Malta e a oposição não arredaremos o pé até o Congresso dar uma resposta ao povo brasileiro. pic.twitter.com/HbpkAtl0Ss
— Mauricio Marcon (@Maubmarcon) August 6, 2025
A mobilização dos parlamentares bolsonaristas ganhou força após o ministro Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro, em decisão que gerou forte reação da base conservadora no Congresso. Apesar de os senadores afirmarem que as reivindicações já estavam sendo debatidas anteriormente, a ocupação ininterrupta do plenário só começou após a medida judicial contra o ex-presidente.
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Como estratégia, a oposição tem promovido uma espécie de “greve parlamentar”, com a obstrução de votações tanto em comissões quanto no plenário das duas Casas Legislativas. Segundo aliados, a movimentação deve continuar por tempo indeterminado, até que a presidência do Senado, comandada por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se manifeste de forma concreta sobre as pautas apresentadas.
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