Vice-prefeita é acusada de usar verba pública para pagar ‘amarração amorosa’; saiba quem é
A mulher é investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
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- Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira (SP) – Foto: Redes Sociais
Notícias do Brasil – A vice-prefeita de Ribeira, interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, de 42 anos, está no centro de uma polêmica após ser denunciada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) por crimes de peculato e associação criminosa. Segundo a investigação, Juliana teria utilizado recursos públicos para contratar uma mãe de santo com o objetivo de realizar um ritual de amarração amorosa, supostamente para afastar um colega de trabalho da esposa e envolvê-lo afetivamente com ela.
Juliana, que também atua como secretária municipal de Saúde desde 2020, é assistente social de formação e tem uma trajetória de mais de 16 anos na área da saúde pública. Em 2020, foi eleita vice-prefeita e assumiu papel de destaque na administração municipal. Divorciada e mãe de dois filhos, ela declarou um patrimônio de pouco mais de R$ 45 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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A denúncia, oferecida pelo MP-SP, também inclui o coordenador municipal de Saúde e técnico de enfermagem Lauro Olegário da Silva Filho e o empresário Willian Felipe da Silva, dono da empresa W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., que prestava serviços para a prefeitura. Conforme o inquérito, a empresa foi usada como intermediária para repassar o valor de R$ 41,2 mil à mãe de santo responsável pelo ritual.
A promotoria sustenta que o contrato firmado com a empresa teria sido fraudado para desviar verba pública com finalidade pessoal. Diante da gravidade dos fatos, a Justiça determinou a suspensão dos contratos de licitações realizados com a empresa e acolheu a ação civil pública movida pelo Ministério Público. O objetivo é anular os contratos e garantir o ressarcimento integral dos valores desviados dos cofres públicos.
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O caso veio à tona no fim de julho, quando o MP-SP ingressou com ação judicial solicitando providências contra a administração municipal. Segundo documentos apresentados pela promotoria, Juliana teria ordenado os pagamentos disfarçados sob contratos administrativos falsos, utilizando a estrutura da Secretaria de Saúde, da qual ela mesma é responsável.
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A denúncia causou forte repercussão na pequena cidade de Ribeira, localizada no Vale do Ribeira, próxima à divisa com o Paraná. Juliana, apesar de nascida no estado vizinho, sempre esteve ligada à região por laços familiares. Em entrevistas anteriores e em suas redes sociais, ela destacava a influência política do pai, que também foi secretário de saúde e vice-prefeito na cidade de Itapirapuã Paulista.
Acusação de calote
A mãe de santo Samantha que realizou o trabalho de “amarração amorosa” para Juliana acusa a política de calote.
“Eu fui uma pessoa lesada, que estou com o rombo da Juliana de 380 mil reais, de um casamento espiritual que eu peguei materiais da África, benzido pela mãe Jurema de Salvador, para poder realizar trabalho para ela”, disse Samantha em vídeos publicados nas redes sociais.
Segundo a mulher desse total, ela teria recebido pouco mais de R$ 40 mil para não expor a fonte do dinheiro.
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