Gilmar Mendes ironiza sanção dos EUA e critica excesso de poder
Ministro do STF responde com sarcasmo à revogação de vistos e afirma que “não há soberanos” em uma democracia constitucional.
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Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

(Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu com ironia à decisão do governo norte-americano de revogar os vistos de entrada de membros da Corte brasileira. A medida foi tomada pela gestão do presidente Donald Trump e incluiu o ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e outros integrantes do STF, sob acusação de violações de direitos humanos, com base na Lei Magnitsky.
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Durante o lançamento do próprio livro, Jurisdição Constitucional da Liberdade para a Liberdade, Mendes comentou o episódio com sarcasmo. “Eu já tive a oportunidade de dizer que poderia estar contando [isso] em Roma, Paris e Lisboa, agora não em Washington”, afirmou, provocando risos do público. Ele ainda destacou que a democracia constitucional pressupõe limites institucionais e declarou: “não há soberanos”.
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Mais cedo, Gilmar também havia reafirmado seu apoio ao colega Alexandre de Moraes, que é relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O endurecimento da posição dos EUA ocorreu em julho, quando o secretário de Estado Marco Rubio anunciou a revogação dos vistos e, posteriormente, a aplicação da Lei Magnitsky, voltada a punir agentes acusados de atentados contra direitos humanos e liberdades civis.
A reação do ministro brasileiro se soma a uma série de manifestações de repúdio às sanções, vistas por setores do Judiciário como uma afronta à soberania nacional e à independência dos poderes.
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