Os 10 cultos mais assustadores da história: do fanatismo à tragédia

Os 10 cultos mais assustadores da distória: do fanatismo à tragédia – Foto: imagem criada por inteligência artificial
Curiosidades – Cultos sempre despertaram duas sensações conflitantes: fascínio e medo. Apesar de suas práticas obscuras, eles continuam nos intrigando, seja por meio de documentários, livros ou podcasts. Afinal, como pessoas comuns se deixam levar por líderes carismáticos e ideias perigosas?
A escritora Amanda Montell, no livro Cultos: A Linguagem Secreta do Fanatismo, revela que o segredo pode estar na linguagem. Segundo ela, mecanismos verbais sutis são utilizados não só em seitas extremas, mas também em empresas, academias e redes sociais, mostrando que o controle pode estar mais próximo do que pensamos.
1. NXIVM: De Autoajuda a Seita Sexual
Fundado por Keith Raniere em 1998, o NXIVM surgiu como um programa de empoderamento pessoal. Nos bastidores, porém, funcionava uma rede de abuso sexual e chantagem. Mulheres eram marcadas com as iniciais do líder e forçadas a entregar conteúdos comprometedores.
Raniere foi condenado à prisão perpétua por tráfico sexual, extorsão e pornografia infantil.
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2. Children of God: Amor Livre e Abusos
Criado por David Berg em 1968, o grupo pregava uma mistura de cristianismo e liberdade sexual. No entanto, denúncias de abuso infantil e exploração sexual surgiram com o tempo. Famílias inteiras, como a do ator Joaquin Phoenix, romperam com o culto.
Hoje, o grupo sobrevive com outro nome: Família Internacional.
3. Família Manson: Assassinatos e Fanatismo
Charles Manson fundou sua “família” em 1967 com ideias apocalípticas. Em 1969, ordenou o brutal assassinato da atriz Sharon Tate e outras seis pessoas.
Manson foi condenado à prisão perpétua e morreu em 2017. Seu caso continua sendo um dos mais notórios da cultura americana.
4. Templo do Povo: Tragédia em Jonestown
Jim Jones fundou o Templo do Povo com ideais socialistas e cristãos. Mas, em 1978, após a visita de um congressista americano, Jones ordenou um suicídio coletivo com cianeto, matando 918 pessoas, incluindo crianças.
O episódio ficou conhecido como o maior suicídio coletivo da história moderna.
5. Heaven’s Gate: Suicídio em Nome de ETs
Marshall Applewhite liderava esse grupo que acreditava na salvação via nave espacial. Em 1997, ele e 38 membros se suicidaram coletivamente, esperando serem levados por alienígenas com a chegada do cometa Hale-Bopp.
O site do culto ainda está ativo.
6. Synanon: Reabilitação que Virou Terror
Começando como um programa de recuperação de dependentes químicos, o Synanon se transformou em um culto violento, com práticas abusivas e planos de assassinato.
Seu fundador, Charles Dederich, foi acusado de terrorismo e o grupo foi dissolvido em 1991.
7. A Família: O Horror na Austrália
Anne Hamilton-Byrne liderava um culto que adotava crianças com documentos falsos e as submetia a abusos e uso de drogas.
Mesmo após denúncias, a líder nunca foi responsabilizada criminalmente e morreu em 2019.
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8. Aum Shinrikyo: Terrorismo no Japão
Criado por Shoko Asahara, o culto acreditava no apocalipse iminente e realizou ataques com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995, matando 13 pessoas.
Asahara foi executado em 2018, mas células do grupo ainda existem.
9. Movimento para a Restauração dos Dez Mandamentos de Deus: Inferno em Uganda
Com promessas de salvação pelo cumprimento dos Dez Mandamentos, o grupo terminou com o assassinato de mais de 500 seguidores em 2000, após uma previsão falha do fim do mundo.
10. Ordem do Templo Solar: O Segredo Mortal dos Templários Modernos
Inspirada nos Cavaleiros Templários, a seita foi marcada por suicídios em massa e assassinatos. Entre 1994 e 1997, mais de 70 membros morreram em rituais na Suíça, França e Canadá.
Apesar disso, o grupo ainda tem seguidores ativos.
De acordo com o Blog Darkside, esses casos mostram que o fanatismo, quando aliado ao carisma de líderes manipuladores e à linguagem persuasiva, pode se tornar uma arma poderosa. Cultos não apenas causam dor e destruição, mas também desafiam nossa capacidade de compreender os limites da fé e da influência social.
Se há algo em comum entre todos eles, é o alerta: estar atento às ideias que seguimos e aos líderes que escolhemos pode ser a diferença entre a liberdade e o colapso.
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Por: Mayara Leite – estudante de jornalismo.
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