Damares Alves pede “perdão” ao PT por ter duvidado de críticas a Alexandre de Moraes
Senadora reconhece erro dos conservadores e destaca mudança de posicionamento após oito anos da indicação do ministro ao STF.

Foto: Reprodução
Notícias de Política – Em uma declaração que surpreendeu o meio político, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu “perdão” ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a outros opositores por não terem acreditado nas críticas feitas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante sua indicação em 2017.
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Em entrevista coletiva da oposição no Senado, realizada na última quarta-feira (6), Damares ironizou o posicionamento conservador na época e admitiu que houve um erro em subestimar os alertas de petistas como a ministra Gleisi Hoffmann e o ex-deputado Jean Wyllys, que se opuseram veementemente à nomeação do magistrado.
“Eu quero encerrar, em nome dos conservadores, pedindo perdão ao PT. Quero fazer esse registro público. Quero também pedir perdão à ministra Gleisi, ao ex-deputado Jean Wyllys, ao senador Randolfe Rodrigues e aos acadêmicos que, durante a sabatina do Alexandre de Moraes, avisaram a nós que ele era um tirano. Nós, conservadores, não acreditamos”, afirmou a senadora.
Na sabatina de 2017, Gleisi Hoffmann criticou Moraes, apontando-o como uma ameaça à democracia e acusando-o de perseguição política contra o PT. Oito anos depois, entretanto, Gleisi mudou seu posicionamento e hoje apoia o ministro, que recentemente virou alvo de um pedido de impeachment protocolado pela oposição no Senado.
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O pedido, apresentado em 7 de agosto com 41 assinaturas, foi motivado, em parte, pela decisão de Moraes de determinar prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, os senadores bolsonaristas pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que o processo seja iniciado. Contudo, Alcolumbre já declarou que não pautará o impeachment, mesmo com o apoio da maioria dos senadores.
A controvérsia em torno do ministro mantém acesa a disputa política no Congresso, enquanto as lideranças da oposição anunciam o fim da obstrução dos trabalhos e planejam novas estratégias para pressionar o Senado.
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