Criminosos intensificam uso de rodovias federais para escoar ouro ilegal da Amazônia
PRF registra apreensões históricas e aponta estratégias sofisticadas do crime organizado para driblar fiscalização.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou as ações contra o garimpo ilegal na região Norte, após registrar, na última semana, as maiores apreensões de ouro de sua história. Em 4 de agosto, agentes interceptaram em Roraima 103 quilos do metal, avaliados em cerca de R$ 60 milhões. Menos de dois dias depois, outros 40 quilos foram encontrados em uma caminhonete abordada na BR-230, em Altamira, no Pará.
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Segundo a corporação, as rodovias federais BR-310, BR-174 e BR-230 (Transamazônica) estão entre as principais rotas usadas para transportar o ouro extraído ilegalmente, muitas vezes de terras indígenas. “Todo o ouro produzido nesses locais é ilícito”, afirmou o policial rodoviário federal Magalhães, da superintendência de Roraima.
Os criminosos também constroem estradas clandestinas, conhecidas como “cabriteiras”, para tentar escapar da fiscalização. Além das rotas terrestres, o escoamento do metal envolve transporte fluvial e, em menor escala, aéreo. A malha de rios da Amazônia, segundo a PRF, facilita não apenas o tráfico de ouro, mas também de drogas, armas, madeira e animais silvestres.
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O diretor-geral da PRF, Antonio Fernando Oliveira, destacou que o garimpeiro tradicional foi substituído por grupos fortemente armados e financiados pelo crime organizado, com acesso a balsas, helicópteros e equipamentos de alto custo. Desde a adesão ao Plano AMAS, em 2023, a polícia destruiu máquinas e veículos usados na extração ilegal, impondo prejuízos milionários às quadrilhas.
Para Oliveira, além dos danos ambientais e sociais, a presença das organizações criminosas leva violência e exploração às comunidades da região. “Somente um Estado forte e equipado pode enfrentar essa ameaça”, reforçou.
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