Omar Aziz condena postura de Netanyahu e Trump diante do conflito em Gaza
Senador condena plano de Israel e afirma ainda se espantar com conivência mundial.
- Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Notícias do Mundo – O senador Omar Aziz (PSD-AM) se posicionou sobre a crise no Oriente Médio. Em entrevista publicada nesta semana, o parlamentar, que é filho de pai palestino, condenou tanto os ataques promovidos pelo grupo Hamas quanto a resposta militar de Israel, que, segundo ele, vem resultando na morte de dezenas de milhares de civis inocentes.
Aziz afirmou que nenhuma ação cometida pelo Hamas pode servir de justificativa para o que descreve como “extermínio” de toda uma população. “Nada que o Hamas fez é de aplaudir. O Hamas é um grupo terrorista, mas você não pode exterminar uma população toda por causa de um grupo terrorista”, declarou em entrevista à Folha de S.Paulo.
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Críticas a Netanyahu e ao envio de armas
O parlamentar direcionou parte de suas críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a quem acusa de alimentar o conflito. De acordo com Aziz, o discurso e a estratégia do líder israelense deixam claro que não há interesse real em buscar a paz.
“Ele diz: ‘Eu vou ocupar e acabou. Tenho poderio e acabou’. E o mundo ainda cruza os braços, ainda manda armamento toda hora. Eles não se penalizam com criança morrendo de fome em pleno século XXI”, disse.
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O senador também se disse chocado com a postura de países que, apesar das imagens e relatos sobre a crise humanitária, continuam fornecendo armamentos para Israel. “O mundo cruza os braços enquanto crianças passam fome em pleno século XXI”, criticou.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, mais de 61 mil palestinos perderam a vida desde o início da ofensiva militar israelense, número que inclui milhares de mulheres e crianças. Para Aziz, essa estatística por si só deveria provocar uma reação imediata da comunidade internacional.
Condenação ao Hamas, mas defesa da população
Apesar das críticas severas a Netanyahu e a Israel, Aziz deixou claro que não endossa as ações do Hamas. Ele reforçou que os atentados cometidos pelo grupo, classificados como atos de terrorismo, precisam ser combatidos. No entanto, reiterou que a luta contra uma organização armada não pode se transformar em uma campanha de aniquilação contra todo um povo.
Trump e o duplo padrão internacional
Omar também critica o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado de Israel. “Por causa de uma pessoa aqui, o Trump sanciona o Brasil, taxa o Brasil em 50%”, afirma, em referência à decisão de Trump de sobretaxar os
produtos importados brasileiros para pressionar o Judiciário e o governo federal diante da iminente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Enquanto isso, ele [Trump] está lá de braço cruzado, vendo o povo sendo massacrado, humilhado e extinto. Então é esse o mundo em que nós estamos vivendo”, diz.
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