Após repercussão negativa, STF usa influenciadores para tentar melhorar imagem da Corte com a população
O encontro, que não prevê pagamento de cachê pelo STF reunirá 26 influenciadores digitais.
- Fotos: Rosinei Coutinho/STF e Gustavo Moreno/STF
Notícias do Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF), em parceria com a ONG Redes Cordiais, realiza nos dias 13 e 14 de agosto a segunda edição do evento “Leis e Likes: o papel do Judiciário e a influência digital”. O encontro, que não prevê pagamento de cachê e não tem custeio de visitas pelo STF, reunirá 26 influenciadores digitais de diferentes perfis, nichos e regiões do país para debater temas como polarização, liberdade de expressão, inteligência artificial e combate à desinformação — assuntos em que o próprio tribunal tem sido alvo de críticas.
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De acordo com o próprio STF, a proposta é “aproximar o Poder Judiciário da sociedade” por meio de quem influencia milhões nas redes sociais. Entre as atividades programadas, estão visita guiada à sede do tribunal, acompanhamento de uma sessão plenária e rodas de conversa com os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, atual presidente da Corte.
Barroso defendeu a iniciativa afirmando que “cidadãos bem informados sobre o funcionamento da Suprema Corte ajudam a impedir a disseminação de mentiras e teorias conspiratórias”. Já para Clara Becker, diretora-executiva do Redes Cordiais, reunir criadores de conteúdo com ministros do STF é uma “forma potente” de fortalecer a democracia.
O evento conta com apoio do YouTube, da OAB Nacional, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e parceria com o Instituto Justiça e Cidadania (IJC).
A lista de influenciadores inclui nomes como Antonio Tabet, Nath Finanças, Yuri Marçal, Vogalizando a História e Naoinviabilize, entre outros, que serão incentivados a compartilhar a experiência em tempo real com seus milhões de seguidores. Na edição de 2024, segundo dados do próprio STF, a ação teria ampliado em 30% a imagem positiva da Corte na imprensa, gerado mais de 400 conteúdos e alcançado até 80% de não seguidores do perfil oficial no Instagram.
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O Redes Cordiais, fundado em 2018, atua na chamada “educação midiática” e no incentivo a diálogos democráticos. Sua missão declarada é tornar a internet um espaço mais seguro e confiável, com informação de qualidade e tolerância.
A imersão dos influenciadores no STF acontece em meio a alertas do governo dos Estados Unidos e de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o papel político da Corte. Críticos apontam que, ao mesmo tempo em que diz defender a liberdade de expressão, o tribunal tem adotado medidas que restringem contas e conteúdos nas redes sociais, o que torna o discurso oficial e o objetivo de “combater a desinformação” alvo de questionamentos.
Participantes confirmados:
@historiasdeterapia (Alexandre Simone e Lucas Galdino)
@anaterra.oli (Anaterra Oliveira)
@antoniotabet (Antonio Tabet)
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@beatrisbrantes (Beatris Brantes)
@betaboechat (Beta Boechat)
@umbipolar (Biel Braga)
@cecilia.dassi (Cecília Dassi)
@naoinviabilize (Deia Freitas)
@frednicacio (Fred Nicácio)
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@afrocrente (Jackson Augusto)
@jooj (Jooj Natu)
@lailazaid (Laila Zaid)
@luaxavier (Luana Xavier)
@vogalizandoahistoria (Marco Viricimo e Vitor Vogel)
@mizaelsilv (Mizael Silva)
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@nandogald (Nando Gald)
@nathfinancas (Nath Finanças)
@pfranca (Pedro Henrique França)
@braidsrafa (Rafa Xavier)
@3palavrinhas (Reinaldo Heleno)
@sabrinafidalgoo (Sabrina Fidalgo)
@profsaradovale (Sara do Vale)
@oyurimarcal (Yuri Marçal)
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