Polícia prende dupla envolvida em golpe da falsa venda de armas de fogo em Manaus
Anderson e Erick prometiam armas e certificados de registro falsos a atiradores esportivos, cobrando valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
- Foto: Divulgação
Notícias Policiais – Uma dupla identificada como Anderson Jacksi Melo Lima e Erick Gabriel Medeiros da Silva, ambos de 26 anos, foi pres na última quinta-feira (14), suspeitos de integrar um esquema de falsa venda de armas de fogo. As prisões ocorreram na rua 222 A, bairro Nova Cidade, zona norte da capital, em cumprimento a mandados de prisão preventiva.
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Segundo o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, a dupla se apresentava como sócia de uma suposta empresa especializada na emissão de registros de armas e na comercialização de equipamentos bélicos. As vítimas, em sua maioria atiradores esportivos, eram atraídas pela promessa de compra de armas e pela emissão de certificados de registro, cobrando valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
“Eles abriram uma empresa de fachada, criaram ali perfis em redes sociais, onde acabavam fazendo a publicidade desse tipo de atuação para fins de ludibriar as pessoas que queriam adquirir armas de fogo (…) Eles acabaram estavam falsificando esses certificados, entregando certificados falsos para esses atiradores esportivos e estes quando iam tentar comprar as suas armas de fogo em lojas credenciadas, acabavam sendo surpreendidos com a informação de que aquele certificado era falso e que aquele código QRcode do certificado remetia para outros atiradores esportivos“, disse o delegado.
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As investigações começaram há cerca de dois meses, a partir de depoimentos de diversas vítimas que compareceram à unidade policial, relatando que foram enganadas pela dupla. Durante as diligências, foi possível constatar que Anderson e Erick se passavam por sócios de uma empresa especializada na emissão de registros de armas de fogo e comercialização de equipamentos bélicos.
De acordo com a PC-AM, os criminosos fechavam empresas de fachada e abriam novos pontos de operação para continuar aplicando o golpe. Anderson já havia sido preso no fim do ano passado pelo mesmo crime. Até o momento, cinco vítimas foram oficialmente identificadas, mas a polícia acredita que o número seja maior, já que outros boletins de ocorrência sobre crimes semelhantes tramitam em diferentes delegacias.
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“A partir do momento que as vítimas iam se multiplicando, eles acabavam fechando essas empresas de fachada e abrindo novos postos, é, onde funcionava clandestinamente esse tipo de situação, aplicando esses golpes e angariando uma quantidade expressiva de valores”, disse Cícero.
Procedimentos
Os suspeitos irão responder por falsificação de documentos, falsidade ideológica e estelionato. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.
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