‘Diaba Loira’ narrava vida no crime para cerca de 70 mil seguidores em rede social
A jovem, que acumulava milhares de seguidores exibindo armas e desafios a rivais, havia migrado do Comando Vermelho para o Terceiro Comando Puro.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida no meio do crime como “Diaba Loira”, foi assassinada a tiros na última quinta-feira (13/8), em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A morte dela repercutiu tanto pelo histórico de envolvimento com o tráfico de drogas quanto pela forte presença nas redes sociais.
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Apontada como integrante de organizações criminosas, Eweline reunia quase 70 mil seguidores em uma de suas contas. Nessas publicações, ela costumava exibir armas de grosso calibre, ostentar um estilo de vida ligado ao crime e compartilhar mensagens provocativas direcionadas a rivais. Poucos dias antes de ser morta, chegou a publicar uma frase enigmática que ganhou destaque após sua execução: “Não me entrego viva, só saio no caixão”.
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Natural de Santa Catarina, Eweline era mãe de dois filhos e já havia sido casada. Sua trajetória no crime começou após sobreviver a uma tentativa de feminicídio, episódio que a fez deixar o estado e se refugiar no Rio de Janeiro. Foi lá que ela iniciou sua ligação com o Comando Vermelho (CV), mas, após romper com a facção, migrou para o Terceiro Comando Puro (TCP), tornando-se desertora e alvo ainda mais visado no submundo do tráfico.
A execução da “Diaba Loira” chamou atenção não apenas pelas circunstâncias violentas, mas também pelo contraste entre sua vida familiar no passado e a exposição midiática que adotou ao se envolver com facções criminosas. O caso reforça a forma como o tráfico vem utilizando as redes sociais como vitrine de poder, status e intimidação.
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