Advogado de Trump diz que decisão de Dino de blindar Moraes aproxima Brasil de práticas da Venezuela
Martin De Luca critica blindagem de Moraes no STF e alerta para risco de insegurança jurídica e afastamento de investidores.

Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – O advogado de Donald Trump, Martin De Luca, criticou nesta segunda-feira (18/8) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que impede a aplicação no Brasil de restrições baseadas em determinações unilaterais de outros países. A medida garante que Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos pela Lei Magnitsky, mantenha acesso a serviços bancários e empresariais no país.
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Em declaração à imprensa, De Luca comparou a decisão a estratégias já vistas em regimes como o da Venezuela e da China. “Ao tentar blindar Alexandre de Moraes, o ministro Dino está repetindo uma fórmula que já vimos em lugares como Venezuela e China e que fracassaram. Medidas que prometiam defender a soberania acabaram sufocando a economia e isolando o país”, afirmou.
O advogado alertou ainda que a decisão não neutraliza as punições previstas pela Lei Magnitsky e pode ter impacto direto sobre a economia brasileira. “Essas iniciativas nunca impediram sanções e sempre criaram insegurança jurídica e afastaram investidores. O verdadeiro dano não é para Moraes, mas para o Brasil, que arrisca trilhar o mesmo caminho de fragilidade e desconfiança que quebrou a credibilidade de outras economias”, disse.
A reação acontece em meio ao aumento da pressão de autoridades norte-americanas para que sanções sejam aplicadas a Moraes. Nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro reforçou os alertas, afirmando que bancos brasileiros poderão sofrer punições caso mantenham vínculos financeiros com o ministro. “Manter uma conta de Moraes hoje é correr um sério risco”, declarou o parlamentar em suas redes sociais.
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