Celso Amorim manifesta “preocupação” com deslocamento de barcos de guerra dos EUA para a Venezuela
Os EUA, sob a gestão do presidente Donald Trump, cogitam uma intervenção militar para derrubar o regime de Nicolás Maduro.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Em uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (20) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o assessor especial para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, expressou preocupação com a crescente presença de navios de guerra americanos na Venezuela. O diplomata, que foi chanceler nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reafirmou a posição brasileira contrária a qualquer tipo de intervenção estrangeira em países vizinhos.
PUBLICIDADE
“Vejo com preocupação o deslocamento de barcos de guerra americanos para a Venezuela. Acho que a não intervenção é fundamental”, destacou Amorim durante o encontro. O assessor também comentou a postura adotada pelo governo brasileiro diante das eleições venezuelanas realizadas em julho de 2024: “Quando houve as eleições, tivemos dúvidas, evitamos cumprimento, mas mantivemos a relação, que é de Estado a Estado.”
Leia mais: Trump está preparado para usar “toda a força” contra Maduro, afirmam EUA
Tensões
Nos bastidores do governo brasileiro, a avaliação é de que os Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, cogitam uma intervenção militar para derrubar o regime de Nicolás Maduro. Washington acusa o líder venezuelano de ser ditador e envolvido com o narcotráfico. O nível de tensão aumentou depois que os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro, reforçando o isolamento internacional do governo chavista.
Amorim, no entanto, reforçou que a diplomacia deve prevalecer. Para ele, a relação entre Brasil e Venezuela é inevitável devido à proximidade territorial e aos vínculos históricos. “Ter boas relações não é uma escolha, e sim uma imposição da geografia”, afirmou, sublinhando que a política externa brasileira deve priorizar o diálogo e a cooperação regional.
Após as eleições, Lula declarou que a crise política na Venezuela é um “problema dos venezuelanos” e não do Brasil. Embora tenha reconhecido que o regime chavista é autoritário, o presidente evitou classificar Maduro como ditador. À época, Lula chegou a divergir de uma nota emitida pelo próprio PT, que reconhecia oficialmente a vitória do chavista.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






