É isso que acontece com o cérebro da criança quando um adulto grita com ela
O impacto dos gritos no cérebro infantil

É isso que acontece com o cérebro da criança quando um adulto grita com ela – Foto: freepik
Saúde – Quando um adulto grita com uma criança, o efeito vai muito além do susto momentâneo. De acordo com a psicanalista Denise Barrozo, o grito ativa a amígdala cerebral, região responsável por identificar perigos. É como se o cérebro infantil recebesse a mensagem: “algo ruim vai acontecer, se proteja”.
Nesse processo, o corpo libera cortisol, o hormônio do estresse, e entra em estado de alerta. Se essa situação se repete com frequência, o cérebro da criança permanece em vigilância constante, prejudicando o hipocampo (relacionado à memória e aprendizado) e o córtex pré-frontal (responsável pelas emoções e pelo autocontrole).
PUBLICIDADE
O resultado é a dificuldade de concentração, o desequilíbrio emocional e maior fragilidade diante das frustrações. A longo prazo, o cérebro passa a registrar essas experiências como ameaças contínuas, alterando a forma como a criança percebe o mundo.
Consequências emocionais e na autoestima
Além do impacto neurológico, o grito frequente afeta a forma como a criança enxerga a si mesma. Muitas vezes, ela passa a acreditar que está sempre errada, mesmo sem compreender o motivo da bronca. Isso pode gerar culpa, insegurança e baixa autoestima.
Entre os comportamentos mais comuns estão isolamento, agressividade, choro recorrente e medo de errar. Em alguns casos, a criança pode até reproduzir o padrão de gritos como forma de se comunicar com os outros.
Na vida adulta, essas marcas podem influenciar relacionamentos, confiança e a forma de lidar com situações de conflito. “Algumas crianças crescem acreditando que relações baseadas em gritos e agressividade são normais”, explica Denise.
PUBLICIDADE
O que fazer para mudar esse padrão
Segundo a especialista, ninguém grita porque deseja ferir, geralmente isso acontece em momentos de estresse ou cansaço. A boa notícia é que o cérebro infantil tem plasticidade, ou seja, capacidade de se adaptar e aprender novas formas de interação.
Para substituir o grito por uma comunicação mais firme e saudável, algumas estratégias podem ajudar:
Fazer uma pausa e respirar antes de reagir.
Falar em tom firme, mas respeitoso.
Abaixar-se para ficar no nível da criança e manter contato visual.
Criticar o comportamento, nunca a personalidade da criança.
Definir regras claras com consequências justas, sem ameaças.
Reforçar comportamentos positivos com elogios sinceros.
Conversar e explicar os motivos das regras.
Segundo o Portal Minha Vida, trocar o grito por atitudes conscientes não significa permissividade, mas sim educar com mais empatia e presença.
Educar é também aprender
Se você sente que grita mais do que gostaria, não se culpe. O importante é reconhecer o padrão e buscar alternativas. “Quando o adulto se transforma, a criança sente, responde e floresce. Criamos, assim, um espaço seguro e amoroso para ela crescer com confiança e bem-estar emocional”, afirma Denise Barrozo.
Veja também: As sete frases que familiares tóxicos mais usam e como identificá-las
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





