Aldenor Lima e Rodrigo Guedes, que já pediram a cassação um do outro, agora integram o mesmo bloco político na CMM
Em abril deste ano, os dois parlamentares chegaram a protocolar pedidos de cassação de mandato um contra o outro.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – A oficialização da federação União Progressista em Brasília uniu, no plano municipal, dois parlamentares que recentemente protagonizaram um dos embates mais tensos da Câmara Municipal de Manaus (CMM): Aldenor Lima (União Brasil) e Rodrigo Guedes (Progressistas). Antes rivais em torno da instalação da CPI dos Empréstimos, os dois agora fazem parte da mesma bancada, a maior do Legislativo manauara.
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O novo grupo reúne vereadores do União Brasil e do Progressistas, totalizando oito parlamentares: Marco Castilhos, Everton Assis, Diego Afonso, Aldenor Lima, Saimon Bessa, Professora Jacqueline, Rodrigo Guedes e Rodrigo Sá.
Confronto e pedidos de cassação
A união chama a atenção pelo histórico de confrontos entre Lima e Guedes. Em abril deste ano, os dois parlamentares chegaram a protocolar pedidos de cassação de mandato um contra o outro, em meio a acusações trocadas que ultrapassaram os limites do plenário e chegaram à sede da Polícia Federal.
Na ocasião, Rodrigo Guedes convocou a imprensa para anunciar a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra Aldenor Lima. Pouco depois, Aldenor respondeu no mesmo local, acompanhado da deputada estadual Joana Darc (União Brasil), sua esposa, apresentando novas acusações contra Guedes.
Segundo o casal, o vereador do Progressistas estaria envolvido na manutenção de um suposto “gabinete do ódio” financiado com verbas da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), utilizado para atacar adversários políticos. Eles alegaram ainda que as ofensivas atingiram até o filho do casal, Joaquim Darc, uma criança com deficiência.
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Joana Darc pediu a abertura de uma CPI para investigar o caso e também anunciou um pedido de cassação contra Guedes. “Não se trata apenas de uma disputa política. Envolver uma criança em ataques dessa natureza é inaceitável. Vamos buscar responsabilização”, declarou a deputada na época.
União em meio às divergências
Agora, apesar das trocas de acusações e dos processos de cassação apresentados no início do ano, os dois parlamentares dividem espaço no mesmo bloco político na CMM, reflexo da aliança nacional entre União Brasil e Progressistas.
Em nível federal, a federação soma 109 deputados federais e 15 senadores, formando a maior bancada da Câmara dos Deputados e uma das mais expressivas no Senado. Nas eleições municipais e estaduais mais recentes, o grupo também obteve resultados significativos em número de prefeitos, vereadores, governadores e vices.
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