Amazonas

Amazonas


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Com Ream nas mãos do Grupo Atem, petróleo de Urucu deixa de ser refinado em Manaus e vai para SP afetando economia do AM

Decisão retira autonomia energética do Amazonas e aumenta custo dos combustíveis na região.

Por Natan AMPOST

20/08/2025 às 18:53 - Atualizado em 20/08/2025 às 18:56

Notícias do Amazonas – A produção de petróleo refinado em Manaus enfrenta um dos piores momentos da sua história recente. Dados revelam que a Refinaria de Manaus (antiga Reman, hoje Ream) deixou de processar petróleo extraído em Urucu, na região do Polo Arara, e atualmente todo o combustível é enviado para a cidade de São Sebastião (SP), onde passa pelo refino. Essa mudança gera não apenas um impacto econômico direto no Amazonas, mas também levanta preocupações sobre os custos de combustíveis e a viabilidade logística da cadeia de produção.

Até o final de 2022, a refinaria localizada em Manaus recebia regularmente cerca de 50 mil metros cúbicos de petróleo a cada 35 a 40 dias, o que mantinha uma produção média em torno de 40 mil barris de petróleo por dia. Essa dinâmica mudou após a privatização da Reman, no governo Bolsonaro, quando a unidade passou a ser administrada pelo Grupo Atem e mudou de nome para Refinaria da Amazônia (Ream).

PUBLICIDADE

Em 2023, a produção caiu para menos de 30 mil barris diários, marcando a primeira queda significativa na história da refinaria. Já em 2024, o cenário se agravou: a produção recuou para menos de 10 mil barris por dia. Em 2025, a situação chegou ao ponto mais crítico, com a Ream deixando de solicitar petróleo à base de Urucu desde fevereiro, o que significa que atualmente nenhum litro do petróleo amazônico está sendo refinado em Manaus.

Logística comprometida e custos elevados

O novo modelo logístico obriga que o petróleo extraído em Urucu seja transportado por balsas até Manaus e, de lá, siga em viagem de 14 a 16 dias até São Sebastião, em São Paulo, para passar pelo processo de refino. Esse trajeto encarece o transporte, sobrecarrega a Petrobras e cria o risco de inviabilizar economicamente a base de Urucu, responsável por grande parte da produção amazônica.

Leia também: Lula sanciona lei da Reforma Tributária sem vetar benefício controverso ao grupo Atem, sugerido por Omar Aziz

Com a paralisação do refino em Manaus, os efeitos se estendem ao consumidor final. A gasolina e o gás de cozinha vendidos no Amazonas continuam entre os mais caros do país, situação que gera revolta em um estado que possui produção própria de petróleo, mas não consegue transformá-lo localmente.

PUBLICIDADE

Consequências econômicas para o Amazonas

A falta de refino na refinaria local também significa perda de arrecadação para o estado e enfraquecimento da cadeia produtiva que girava em torno da atividade. A refinaria Isaac Sabbá foi, por décadas, um importante polo de geração de empregos diretos e indiretos e, ao longo dos anos, contribuiu para reduzir custos logísticos de combustíveis na região.

Agora, com o petróleo indo exclusivamente para São Paulo, o Amazonas sofre uma espécie de “dupla penalização”: perde economicamente e paga mais caro por combustíveis essenciais.

Pedido por providências imediatas

O ex-deputado federal Marcelo Ramos se manifestou sobre o caso nas redes sociais e disse que é urgente um diálogo entre a Petrobras e a Ream para restabelecer o fornecimento de petróleo amazônico à refinaria de Manaus. A retomada da produção local é vista como medida estratégica não apenas para reduzir custos e equilibrar preços, mas também para garantir a autonomia energética da região Norte.

Enquanto isso, a nossa refinaria do Amazonas refina zero petróleo e nós continuamos pagando a gasolina mais cara do Brasil. Mas após esse vídeo, os próximos serão sobre por que nós pagamos a gasolina mais cara do Brasil, por que essa decisão da Reman torna o gás de cozinha no Amazonas também muito caro e por que torna a gasolina muito cara também no Amazonas. É preciso providências imediatas, diálogo entre Petrobras e Reman para que a gente possa resolver isso e a nossa refinaria volte a fazer o refino do petróleo de Urucu, que hoje, repito, está sendo refinado lá na base de São Sebastião e São Paulo. Isso é um absurdo que precisa ser revertido“, disse.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O Autismo é ver o mundo de um outro jeito, e cada um de nós temos que achar um jeito de entender as diferenças.

Dr. Leonardo Maranhão

Últimas notícias

Investigação

Polícia apura morte de mulher após suspeita de alteração na cena do crime em Coari

Laudo preliminar não confirmou a causa da morte, e peritos identificaram indícios de que o local onde o corpo foi encontrado pode ter sido modificado.

há 28 minutos

Manaus

Mãe de criança autista denuncia agressão após crise do filho em brinquedoteca de shopping em Manaus

Mulher afirma que foi agredida pela mãe de outra criança após o filho, diagnosticado com TEA, apresentar uma crise.

há 37 minutos

Amazonas

Tristeza e dor: saiba quem era a menina de 13 anos morta durante grave acidente de trânsito na BR-174 no Amazonas

Mikaely Vitória da Silva estava em uma motocicleta que colidiu com uma picape; barbeiro de 36 anos também morreu no local.

há 50 minutos

Manaus

Anjo de farda: policial salva bebê engasgado após pedido de socorro de mãe desesperada em Manaus

Mãe da criança procurou ajuda de policiais da 26ª Cicom durante a madrugada. Bebê voltou a respirar após atendimento rápido e foi levado para uma maternidade.

há 1 hora

Justiça

STF retoma julgamento que pode ampliar alcance da Lei Maria da Penha

Ministros voltam às sessões presenciais após o recesso de julho e analisam processo que discute a aplicação da legislação de proteção às mulheres.

há 1 hora