Deputado Zé Trovão defende Malafaia e detona Moraes: “Vamos acabar com sua vida”
No discurso, Zé Trovão associou a operação contra Malafaia a uma suposta perseguição política.
- Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Notícias de política – O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) gerou forte repercussão nesta quarta-feira (20) após declarar, em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, que iria “acabar com a vida” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A fala, feita em tom de ataque direto, ocorreu horas depois da Polícia Federal realizar buscas contra o pastor Silas Malafaia no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
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No discurso, Zé Trovão criticou duramente o Judiciário e associou a operação contra Malafaia a uma suposta perseguição política. “Que dia para se dizer mais uma vez ao Supremo Tribunal Federal. Continuem perseguindo as pessoas! Estão no caminho certo! Daqui a pouco este país será uma desgraça definitiva. Alexandre de Moraes, o dia do seu fim está próximo e nós vamos acabar com a sua vida!”, afirmou o parlamentar, em tom exaltado.
A declaração provocou reação imediata entre parlamentares e juristas, que consideraram a fala uma ameaça grave contra um ministro da Suprema Corte. Minutos depois, diante da repercussão negativa, Zé Trovão voltou ao microfone para tentar corrigir sua fala. Ele alegou ter se expressado mal e afirmou que sua intenção não era atacar a vida pessoal de Moraes.
ATENÇÃO!! Zé Trovão AMEAÇOU DE MORTE o ministro Alexandre de Moraes após a operação contra Malafaia!!
“Alexandre, o seu dia, o seu fim está próximo. Nós vamos acabar com sua vida”.
QUE SEJA ENJAULADO!!!pic.twitter.com/sJ2G6dh0Jl
— Thiago dos Reis (@ThiagoResiste) August 21, 2025
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“Quero fazer uma correção na minha fala quando citei o Moraes. Eu disse ‘destruir a sua vida’ e isso não é verdade de maneira nenhuma. Nós não estamos aqui para destruir vidas, e sim as ações erradas que ele tem tomado. Então eu quero retirar a minha palavra. Nós iremos acabar com a injustiça que ele comete”, declarou.
O caso deve entrar no radar da Procuradoria-Geral da República (PGR) e pode ser analisado pelo Conselho de Ética da Câmara, já que ameaças contra ministros do STF configuram quebra de decoro parlamentar.
O episódio amplia o clima de tensão entre Congresso, Judiciário e setores políticos que se sentem perseguidos por decisões da Suprema Corte. A repercussão deve seguir no debate nacional, reacendendo discussões sobre radicalização no discurso político no Brasil.
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