Fusão entre União Brasil e Progressistas forma maior bancada na CMM e fortalece bloco no AM
Com a nova configuração, a Federação União Progressistas passa a ter oito vereadores na CMM e reforçar a posição dominante na Aleam
- Com a nova configuração, a Federação União Progressistas passa a ter oito vereadores na CMM e reforçar a posição dominante na Aleam (Divulgação)
Notícias de Política – A recente fusão entre o União Brasil (UB) e o Progressistas (PP) resultou na formação da Federação União Progressistas, que já começa a redesenhar o cenário político no Amazonas. A união dos dois partidos consolidou a maior bancada na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e reforçou a posição dominante na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), além de ampliar a influência do novo bloco no Congresso Nacional.
Com a nova configuração, a Federação União Progressistas passa a ter oito vereadores na CMM, superando o Avante, que contava com seis cadeiras. Os parlamentares que agora compõem a federação são:
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Do União Brasil: Aldenor Lima, Diego Afonso, Everton Assis, Marco Castilhos, Professora Jacqueline e Saimon Bessa.
Do Progressistas: Rodrigo Sá e Rodrigo Guedes.
- Da esquerda para a direita, linha 1: Aldenor Lima, Rodrigo Guedes, Rodrigo Sá e Diego Afonso. Linha 2: Marco Castilhos, Everton Assis, Professora Jacqueline e Saimon Bessa (Fotos: Divulgação/CMM)
“A maior bancada desta casa hoje é da Federação União Progressistas. Esse ato histórico e partidário marca um novo caminho para a política nacional, uma federação que tem como ponto de partida o equilíbrio, sendo uma bússola política para os novos rumos que a gente tem para enfrentar”, afirmou o vereador Rodrigo Sá (PP), agora membro da federação.
Liderança em disputa
Com a fusão, os parlamentares da CMM deverão agora realizar uma votação interna ou chegar a um consenso para definir quem será o líder da bancada da federação na Casa. Atualmente, Diego Afonso (UB) lidera a bancada do União Brasil, enquanto Rodrigo Sá (PP) é o líder do Progressistas.
Aleam: hegemonia mantida
Na Assembleia Legislativa do Amazonas, o cenário também favorece o União Progressistas. Embora o Progressistas não tenha representantes diretos na Aleam, o União Brasil mantém a maior bancada com seis deputados estaduais:
Roberto Cidade (presidente da Aleam)
Adjuto Afonso
Joana Darc
Dr. George Lins
Mário César Filho
Thiago Abrahim

Da esquerda para direita, linha 1: Dr. George Lins, Roberto Cidade e Joana Darc. Linha 2: Adjunto Afonso, Mário César Filho, Thiago Abrahim (Fotos: Divulgação/Aleam)
Todos já integravam o União Brasil antes da fusão, o que garante a continuidade da liderança do bloco na Casa. A segunda maior bancada permanece sendo do Avante.
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Presença nacional e força no Amazonas
Em nível nacional, a federação formada entre UB e PP passa a ser a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 109 deputados federais, incluindo dois representantes do Amazonas: Fausto Santos Jr. e Pauderney Avelino, ambos do União Brasil. No Senado, são 15 parlamentares da federação, embora nenhum seja do Amazonas.
No estado, a federação já mostra força em nível municipal, com 25 prefeituras sob seu comando – sendo 24 do União Brasil e apenas uma do Progressistas, no município de Autazes, administrado por Tomé Neto (PP).
Rumo a 2026
A expectativa da federação União Progressistas é ampliar ainda mais sua influência política nas eleições de 2026. A nível nacional, o grupo pretende lançar ao menos 16 candidatos a governos estaduais, mais de 20 ao Senado e trabalhar pela manutenção da maior bancada no Congresso Nacional.
No Amazonas, a articulação será liderada pelo governador Wilson Lima (UB), que deve comandar o bloco partidário no estado. Nos bastidores, é esperado que o governador continue a usar sua influência como grande gestor e articulador político para tentar uma eventual vaga ao Senado em 2026. Embora o mandatário tenha afirmado publicamente que planeja terminar o cargo, a expectativa ainda gira em torno de uma possível candidatura dele no próximo ano.
Além disso, caso o governador permaneça no cargo e não se lance candidato em 2026, um eventual apoio de Wilson Lima à candidaturas no Amazonas é visto como primordial para a eleição, já que Lima é considerado o maior líder político do Estado, principalmente, em virtude do posto em que ocupa.
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