Após críticas, Azul responde deputados do Amazonas e diz que cancelamentos de voos são “fato alheio à vontade da Companhia”
Empresa alegou que os ajustes operacionais são resultado de fatores externos e operacionais
- Empresa alegou que os ajustes operacionais são resultado de fatores externos e operacionais (Divulgação/Azul)
Notícias do Amazonas – Após ser alvo de fortes críticas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) pelos sucessivos cancelamentos de voos para municípios do interior do estado, a companhia Azul Linhas Aéreas se manifestou oficialmente nesta quarta-feira, 20. Em nota enviada ao AM Post, a empresa alegou que os ajustes operacionais são resultado de fatores externos e operacionais, e reforçou que continua comprometida com a malha aérea da região.
Durante sessão realizada na última terça-feira, 19, parlamentares cobraram explicações da Azul por supostamente descumprir os termos da Lei Estadual nº 6.271/2023, que concede incentivos fiscais à companhia, como a redução do ICMS sobre o querosene de aviação, sob a condição de manter voos regulares para pelo menos 11 municípios do interior.
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“Fato alheio à vontade da Companhia”
Em resposta, a Azul afirmou que a suspensão da operação no município de Eirunepé, um dos casos mais citados pelos deputados, ocorreu por exigências de segurança feitas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ao aeroporto local — um fator que, segundo a companhia, “é alheio à sua vontade”.
“A operação foi suspensa em razão de exigências de adequações de segurança no aeroporto local por parte da Anac, fato alheio à vontade da Companhia”, diz o comunicado.
A empresa também destacou que realiza cerca de 1.600 voos mensais no estado do Amazonas, operando em 12 localidades, incluindo por meio da Azul Conecta, sua subsidiária de aviação regional. Esses voos, segundo a Azul, conectam o estado a 23 destinos no país, com uma oferta total de aproximadamente 300 mil assentos por mês.
Além disso, a Azul ressaltou que, no primeiro semestre de 2025, a regularidade dos voos no Amazonas superou 95,4%, conforme dados da própria Anac, o que indicaria compromisso com a prestação do serviço.
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Confira a nota na íntegra:

Deputados pedem suspensão de incentivos
Na Aleam, o tom dos parlamentares foi duro. O presidente da Comissão de Transportes, Adjuto Afonso (União Brasil), sugeriu a suspensão dos incentivos fiscais caso a empresa não apresente um plano para reestabelecer os voos cancelados. Já o deputado Rozenha (PMB) acusou a Azul de se apropriar indevidamente da política fiscal do estado, operando voos para fora do país enquanto reduz a oferta no interior.
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Outro parlamentar, Dr. George Lins (União Brasil), propôs que uma comitiva da Assembleia se dirija à sede da Anac, em Brasília, para cobrar providências quanto à regularização dos voos cancelados, especialmente em áreas onde o transporte aéreo é o único meio viável de deslocamento.
Próximos passos
A Assembleia Legislativa estuda convocar representantes da Azul para prestar esclarecimentos presenciais. Caso a empresa não apresente uma solução concreta para a retomada das rotas suspensas, parlamentares defendem que os benefícios fiscais sejam revogados.
Enquanto isso, comunidades do interior continuam enfrentando dificuldades de acesso aéreo, o que afeta não apenas o deslocamento de pessoas, mas também o escoamento de produtos e o acesso a serviços de saúde e educação.
A Anac ainda não se manifestou sobre as alegações referentes às exigências de segurança no aeroporto de Eirunepé.
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