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Saiba quem é o Sheik do Bitcoin, que investiu R$ 30 milhões na empresa de Malafaia e enganou investidores

Francisley Valdevino da Silva, condenado a 56 anos, aplicava golpes em criptomoedas e manteve sociedade com pastor antes de ser denunciado.

Por Hugo Guimarães

25/08/2025 às 13:30 - Atualizado em 25/08/2025 às 14:15

Foto: Reprodução

Notícias do Brasil – Francisley Valdevino da Silva, conhecido como Sheik do Bitcoin, é o empresário condenado a 56 anos de prisão pela Justiça Federal do Paraná, acusado de fraudar investidores no Brasil e no exterior por meio de empresas de criptomoedas. Entre seus negócios, destacam-se mais de 100 empresas que movimentaram cerca de R$ 4 bilhões entre 2018 e 2022, prejudicando aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo famosos como o ex-jogador Jucilei e Sasha Meneghel, filha de Xuxa.

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Um dos episódios mais chamativos da trajetória de Francisley foi sua sociedade com o pastor Silas Malafaia, em uma empresa voltada ao segmento evangélico. Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Federal, o empresário aportou R$ 30 milhões na Central Gospel, editora de livros de Malafaia que estava em recuperação judicial desde 2019. A sociedade ocorreu na Alvox Gospel Livros Marketing Direto, aberta em maio de 2021 e encerrada em julho de 2022.

Em entrevista à coluna, Malafaia afirmou que o aporte foi feito para auxiliar na reestruturação da editora. “Ele botou dinheiro na minha editora para comprar material, para me ajudar no momento mais difícil da minha recuperação”, disse o pastor, ressaltando que a parceria terminou antes mesmo do empresário ser denunciado pelo Ministério Público Federal.

A mansão do Sheik do Bitcoin, avaliada em R$ 64,5 milhões e localizada em Santa Catarina, chama atenção por sua grandiosidade. Com sete andares, 17 suítes, salas de cinema, adegas, spa, quadra poliesportiva e heliponto, o imóvel foi sequestrado pela Justiça em outubro de 2022.

Além de investir em negócios evangélicos, Francisley criou a empresa Forcount, disfarçando sua propriedade ao contratar um ator, Nestor Nunes, para se passar pelo CEO Salvador Molina. A empresa prometia lucros com criptomoedas e atraía investidores em eventos internacionais, como Las Vegas, Dubai e Punta Cana. No entanto, tratava-se de um esquema de pirâmide, que resultou em prejuízos estimados em US$ 50 milhões.

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A atuação do Sheik do Bitcoin chamou atenção internacional, com investigações conduzidas em parceria entre Polícia Federal e autoridades dos Estados Unidos. Ele foi alvo de operação da PF em outubro de 2022, poucos meses após encerrar a sociedade com Malafaia. Atualmente, o ator que encenava o CEO da Forcount está preso nos EUA, respondendo ao processo que apura o golpe financeiro.

O caso evidencia como fraudes sofisticadas em criptomoedas podem atingir diferentes públicos, incluindo investidores comuns e pessoas influentes, e ressalta a importância de verificar a procedência de empresas e ofertas no mercado digital.

Leia mais: Silas Malafaia pede a Moraes devolução de passaporte e cadernos de anotações bíblicas

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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