Silas Malafaia admite aporte de R$ 30 milhões do Sheik do Bitcoin, mas nega ligação com esquema de pirâmide
Segundo Malafaia, o aporte de R$ 30 milhões foi destinado à Central Gospel, sua editora que entrou em recuperação judicial em 2019.
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Notícias do Brasil – O pastor Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), confirmou ter recebido um investimento milionário de Francisley Valdevino da Silva, conhecido como Sheik do Bitcoin, condenado a 56 anos de prisão por comandar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas.
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Segundo Malafaia, o aporte de R$ 30 milhões foi destinado à Central Gospel, sua editora que entrou em recuperação judicial em 2019. Ele afirma que a sociedade terminou antes de Francis ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF).
Uma testemunha-chave do processo, o empresário Davi Zocal, revelou em depoimento à Polícia Federal que Malafaia e Francis chegaram a discutir estratégias para não se prejudicarem. “O Silas falou assim pra ele: ‘Cara, vamos fazer uma empresa com outro nome, para não ferrar para nós, né?’ Então abriram a Alvox”, disse Zocal em agosto de 2022.
De acordo com documentos, Malafaia e Francis foram sócios na Alvox Gospel Livros Marketing Direto, uma empresa voltada ao mercado evangélico, aberta em maio de 2021 e encerrada em julho de 2022.
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À época, Malafaia explicou que o investimento serviu para ajudar na compra de materiais e destacou que não tinha relação com os crimes de criptomoedas atribuídos a Francis. “O que que eu tenho com os crimes de bitcoin, de moeda, de criptomoeda dele?”, questionou.
O pastor acrescentou que Francis tinha dezenas de empresas e que foi ele quem sugeriu a abertura da Alvox. “Esse cara, evangélico que ele era, abriu mais de 100 empresas legais, não laranja. E aí ele chegou para mim e disse: ‘Pastor, vamos abrir uma empresa de marketing multinível para comprar produtos da editora’”, contou.
Malafaia ressaltou ainda que sua participação foi curta. “Quando ele foi sócio comigo, foi durante um ano. Não havia denúncia no Ministério Público e na Polícia Federal contra ele. Eu saí da empresa em março, e as notícias sobre investigação começaram em junho”, declarou.
O líder religioso também negou ter promovido o empresário entre os fiéis de sua igreja. “Onde é que eu fiz uma propaganda para alguém comprar coisa ou membros da minha igreja? Em lugar nenhum”, afirmou.
O Sheik do Bitcoin foi alvo de uma operação da Polícia Federal em outubro de 2022, três meses após o fim da sociedade com Malafaia, e condenado em outubro de 2024 pela Justiça Federal do Paraná. Ele era dono da Rental Coins e de mais de 100 empresas que movimentaram cerca de R$ 4 bilhões entre 2018 e 2022. Estima-se que cerca de 15 mil pessoas foram prejudicadas pelo esquema, entre elas Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa.
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