Aluna de 16 anos é espancada por colegas dentro de escola em Manaus; família denuncia negligência
Segundo familiares, o episódio teve origem em um desentendimento envolvendo um namorado de uma amiga da vítima.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – Uma adolescente de 16 anos foi vítima de agressão por outras estudantes dentro de uma escola estadual localizada no bairro São José, zona Leste de Manaus, no último dia 19 de agosto. Segundo familiares, o episódio teve origem em um desentendimento envolvendo um namorado de uma amiga da vítima, que teria demonstrado interesse pela adolescente agredida.
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De acordo com relatos da família, a escola não prestou suporte à vítima após a agressão, nem entrou em contato com a mãe da jovem. A situação foi tão negligenciada que uma tia precisou levar a adolescente até a Delegacia para registrar ocorrência.
A Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI) informou que o caso foi formalmente registrado e que as investigações seguem em andamento, visando apurar responsabilidades e circunstâncias da agressão.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM) mencionou que três alunas da escola estão envolvidas no incidente e que os responsáveis foram comunicados. Segundo o comunicado, uma das envolvidas foi transferida de unidade. No entanto, a família contesta a informação.
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“Simplesmente estão tratando como se nada tivesse acontecido. Mandaram a minha filha voltar a estudar na sexta-feira (29). Como ela vai ter psicológico para voltar a estudar em uma escola onde ela foi agredida? Quero justiça”, afirmou a mãe da adolescente, que preferiu não se identificar, em entrevista à TV A Crítica.
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O caso reacende a discussão sobre violência escolar e a responsabilidade das instituições de ensino em garantir a segurança dos alunos. Especialistas alertam que a negligência diante de episódios de agressão pode agravar problemas psicológicos nas vítimas, incluindo ansiedade, depressão e medo de frequentar a escola.
A situação também evidencia a necessidade de protocolos claros para lidar com casos de bullying e agressão física, garantindo acompanhamento psicológico, medidas disciplinares adequadas e comunicação imediata às famílias.
Enquanto as investigações policiais continuam, a família da adolescente aguarda providências concretas, reforçando o pedido por justiça e segurança no ambiente escolar.
*Com informações da TV A Crítica
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