Barroso reconhece clima de tensão às vésperas de julgamento de Bolsonaro no STF
Ex-presidente e aliados começam a ser julgados em setembro por suposta tentativa de golpe de Estado.

Foto: Thiago Gadelha
Notícias do Brasil – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (25) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus ligados à suposta trama golpista traz inevitavelmente um clima de tensão ao país.
Durante um evento na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Barroso frisou que as decisões da Corte serão tomadas com base em provas apresentadas nos autos, de forma transparente e em sessões públicas.
“Estamos vivendo um momento tenso, inevitável, dos julgamentos do 8 de janeiro e daqueles que, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, teriam participado de uma tentativa de golpe de Estado. Esses episódios, naturalmente, geram algum grau de tensão para o país”, declarou.
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O ministro destacou ainda que é necessário pôr fim ao que chamou de “ciclo de rupturas institucionais”, lembrando episódios da história nacional em que a legalidade constitucional foi quebrada. “É imperativo o julgamento, porque o país precisa encerrar a ideia de que seria legítimo derrubar a ordem constitucional por discordância com o resultado das urnas”, afirmou.
O que será julgado
O caso será analisado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O julgamento está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro.
Bolsonaro e os demais réus respondem por crimes como:
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organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado por violência e grave ameaça;
deterioração de patrimônio tombado.
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As penas podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.
Réus apontados como núcleo central da trama
Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin;
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Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice em 2022;
Mauro Cid – tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
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