Gilmar Mendes comenta diálogo entre Bolsonaro e filho sobre críticas ao STF; vídeo
Decano nega contato recente com o ex-presidente e diz que pode ter sido poupado por atuar como interlocutor político

Foto: STF/SCO
Notícias do Brasil – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou nesta segunda-feira (25/8), em São Paulo, as mensagens reveladas pela Polícia Federal em que Jair Bolsonaro (PL) pede ao filho Eduardo Bolsonaro (PL) que evite críticas ao decano da Corte. Segundo o magistrado, ele não mantém diálogo recente com o ex-presidente e acredita que tenha sido poupado por ser visto como um interlocutor que conversa “com todos os lados da política”.
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No diálogo divulgado, Bolsonaro diz ao filho, que está nos Estados Unidos desde fevereiro articulando sanções contra ministros do Supremo, para “esquecer qualquer crítica ao Gilmar”. A orientação teria sido dada após o ex-mandatário mencionar que mantinha contatos com integrantes do STF.
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Gilmar afirmou que, no passado, conversava com Bolsonaro para “desmistificar teorias conspiratórias”, mas reforçou que não há conversas atuais. “Nesses tempos não [conversei com ele], mas recebi muitos interlocutores, como recebo de todos os lados. Talvez ele tenha feito esse pedido porque sou um interlocutor”, disse o ministro durante evento do grupo empresarial Esfera.
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O magistrado também defendeu Alexandre de Moraes, alvo constante de Eduardo Bolsonaro e aliados, e criticou a tentativa de aplicar a lei Magnitsky contra o colega. Para Gilmar, não há justificativa para sanções internacionais a ministros do STF.
Segundo ele, não existe racha interno no tribunal em função da atuação de Moraes. “Talvez nós não estivéssemos aqui hoje, não fora a ação do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou, ao destacar a condução dos inquéritos sobre a trama golpista.
Questionado sobre as críticas ao “ativismo judicial” feitas pelo ministro André Mendonça, Gilmar citou a pandemia como exemplo: “Se tivéssemos sido contidos, muito provavelmente teríamos tido muito mais mortos”.
O decano ainda rebateu a fala do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que sugeriu uma reversão da inelegibilidade de Bolsonaro no TSE. “A decisão já transitou em julgado. Não há espaço para brincadeiras nessa temática”, concluiu.
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