Gabinete de Alexandre de Moraes ainda sofre impactos de escândalo com ex-colaboradores
Saídas de Eduardo Tagliaferro e Airton Vieira deixam estrutura interna do STF desfalcada mesmo após oito meses.

Foto: STF
Notícias do Brasil – A estrutura interna do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segue desfalcada desde que vieram à tona áudios comprometedores envolvendo dois ex-colaboradores diretos: Eduardo Tagliaferro e Airton Vieira. A divulgação do material provocou uma onda de saídas no gabinete, e a recomposição da equipe ainda não foi concluída, mesmo passados oito meses desde o início da crise.
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Segundo fontes próximas ao gabinete, a saída de Tagliaferro e Vieira afetou diretamente a rotina administrativa e o fluxo de informações, obrigando os servidores remanescentes a acumular funções. A falta de substitutos experientes tem dificultado a condução de processos internos, organização de pautas e acompanhamento de inquéritos sob responsabilidade do ministro.
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O impacto também se estende à esfera política do STF, já que a equipe de assessores tem papel estratégico na articulação de pautas, na interlocução com outros órgãos do Judiciário e no suporte a decisões complexas que envolvem processos de repercussão nacional. Especialistas em administração pública ressaltam que a demora na recomposição da equipe pode comprometer a eficiência do gabinete e aumentar a sobrecarga dos servidores que permanecem em funções-chave.
O escândalo envolvendo Tagliaferro e Vieira trouxe à tona questões sobre a gestão interna do STF e a necessidade de maior supervisão de gabinetes de ministros, especialmente em situações em que há áudios ou documentos que podem comprometer a imagem e a operação do tribunal. Apesar da crise, Moraes continua à frente de suas funções, conduzindo processos e decisões importantes, mas a lacuna de pessoal representa um desafio contínuo.
Fontes indicam que há movimentações internas para preencher gradualmente as vagas, mas ainda não há previsão de recomposição total da equipe. A situação evidencia o impacto de crises internas na administração de gabinetes de alto escalão e reforça a importância de mecanismos de contingência para garantir a continuidade do trabalho em órgãos estratégicos do Judiciário.
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