Líder religioso dizia pertencer a facção para ameaçar vítimas de estupro em Manacapuru
Homem já havia sido investigado em 2018 e 2020, e agora soma três inquéritos por crimes sexuais no Amazonas.
Notícias Policiais – Marcos Avelino Lima, de 45 anos, apontado como líder de um grupo de jovens e que estava sendo procurado pela Justiça, foi preso após se apresentar voluntariamente à Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, na noite desta quarta-feira (27). Ele é investigado por pelo menos três casos de estupro, cometidos em diferentes anos contra mulheres de 15, 18 e 26 anos.
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Segundo a delegada Joyce Coelho, titular da unidade, as investigações mais recentes começaram após a denúncia de uma jovem de 18 anos, que relatou ter solicitado uma corrida de mototáxi em 2024. Durante o trajeto, o suspeito desviou o caminho, levou a vítima a um hotel e a violentou sob ameaça. Com a ajuda da família, a jovem conseguiu identificar o autor e procurou a polícia.
Durante a apuração, a equipe descobriu que o mesmo homem já havia cometido crime semelhante em 2018, quando abusou de uma mulher de 26 anos e a coagiu a não denunciá-lo, utilizando ameaças de morte.
“Durante o processo, descobrimos que este homem usava de ameaças, se dizendo integrante de uma facção criminosa, para amedrontar a vítima. De posse dessa informação consultamos os arquivos e verificamos que em 2018 esse homem também fez uma outra mulher de 26 anos vítima e também usou esse mesmo argumento e a mataria caso denunciasse. Nós verificamos que esse é o Modus operandi”, disse a delegada.
Outro caso grave atribuído ao investigado ocorreu em 2020, quando ele atraiu uma adolescente de 15 anos por meio de uma rede social, fingindo ser outra pessoa. Ele se passou por homossexual para ganhar a confiança da jovem, mas no encontro, praticou abusos de forma agressiva. Na época, chegou a ser preso preventivamente, mas descumpriu medidas impostas pela Justiça.
Agora, o homem responde a três inquéritos por estupro. Durante o interrogatório mais recente, permaneceu em silêncio. A polícia investiga ainda se ele pode estar ligado a outros casos de violência sexual registrados na região. Ele passará por audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.
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