Amazonas registra aumento de casos de síndrome respiratória grave em crianças, diz Fiocruz
Boletim do InfoGripe afirma que crescimento foi impulsionado pelo Vírus Sincicial Respiratório, enquanto hospitalizações permanecem baixas.

(Foto: © Tony Winston/Agência Brasília)
Notícias do Amazonas – O novo Boletim do InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (28/08), indica aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 e outros vírus respiratórios no Amazonas, além do Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba. Apesar do crescimento, os casos graves continuam baixos e não têm gerado grande impacto nas hospitalizações. O estudo reforça a importância de que pessoas dos grupos de risco mantenham a vacinação em dia.
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No Amazonas, o aumento se concentra principalmente em crianças pequenas e é causado, em grande parte, pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O estado é o único do país que ainda apresenta crescimento de SRAG por VSR.
Em 20 estados, incluindo Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás e outros, a incidência de SRAG está em nível de alerta. Nos estados do Centro-Sul e Nordeste, o aumento é mais presente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, com destaque para São Paulo, impulsionado pelo rinovírus.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Processamento de Dados Científicos da Fiocruz, orienta que crianças e adolescentes sintomáticos permaneçam em casa para evitar a transmissão do vírus. Além disso, idosos, imunocomprometidos e pessoas com comorbidades devem manter as vacinas contra Covid-19 em dia.
Entre as capitais, Manaus e Cuiabá apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, com crescimento registrado nas últimas semanas.
No âmbito nacional, os dados mostram uma tendência de queda a longo prazo, mas aumento no curto prazo. Até o momento, em 2025, foram notificados 163.956 casos de SRAG, sendo 53,5% positivos para algum vírus respiratório, 34,7% negativos e 5,3% aguardando resultado. Entre os casos positivos, 24,6% correspondem a influenza A, 1,1% a influenza B, 45,1% a vírus sincicial respiratório, 25,2% a rinovírus e 7% a Sars-CoV-2 (Covid-19).
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