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Ressurgimento de ave extinta há 125 anos intriga biólogos

Tacaé-do-sul reaparece na Nova Zelândia e fortalece a herança cultural maori

Por michael

29/08/2025 às 13:08 - Atualizado em 29/08/2025 às 13:09

tacaé-do-sul extinção Nova Zelândia

Ressurgimento de ave extinta há 125 anos intriga biólogos – Foto: reprodução do Youtube

Curiosidades – O tacaé-do-sul, ave emblemática e não voadora da Nova Zelândia, considerada extinta desde o século 19, surpreende a ciência com um retorno notável. Após sete décadas de esforços de conservação, pesquisadores conseguiram recuperar a espécie, que hoje soma cerca de 500 indivíduos em estado selvagem.

Recentemente, 18 aves foram reintroduzidas no Vale de Greenstone, na Ilha Sul, marcando um novo capítulo na história dessa espécie pré-histórica, considerada sagrada pelo povo maori Ngāi Tahu.

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Redescoberta e início da conservação

O tacaé-do-sul foi redescoberto em 1948, nas montanhas de Murchison, após quase um século sem registros. Desde então, o país iniciou um dos mais longos programas de recuperação de fauna já documentados, incluindo:

  • reprodução em cativeiro,

  • criação de santuários protegidos,

  • translocação entre ilhas,

  • e controle rigoroso de predadores invasores.

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Segundo Deidre Vercoe, diretora do Takahē Recovery Project, o combate a espécies introduzidas foi decisivo:
“A captura de furões e gatos selvagens diminuiu significativamente a presença desses predadores e mantém suas populações sob controle.”

Por que a ave corre tanto risco

Como não voa e faz ninhos no solo, o tacaé-do-sul foi alvo fácil de animais trazidos por colonizadores europeus. Espécies invasoras, como furões e gatos selvagens, quase levaram a ave ao extermínio total, exigindo monitoramento constante até hoje.

Significado cultural para os Maori

Além da vitória ecológica, o ressurgimento da espécie representa um marco cultural. Para o povo Ngāi Tahu, as penas verde-azuladas do tacaé são tesouros espirituais, símbolos de conexão com a natureza e com os antepassados.

O retorno da ave às terras tradicionais da tribo é visto como reconciliação entre preservação ambiental e identidade cultural.

Um sobrevivente pré-histórico

De acordo com o Portal Aventuras na História, estudos indicam que o tacaé-do-sul existe desde o Pleistoceno, resistindo a eras glaciais. Agora, com apoio humano, a espécie tem a oportunidade de reescrever sua história evolutiva e continuar sua jornada na Nova Zelândia.

Veja também: Arte rupestre no Egito revela símbolos de poder dos primeiros reis

Por: Mayara Leite – Redatora Seo On

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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