“Não há como entrarem na Venezuela”, diz Maduro em recado ao governo Trump
Segundo Maduro, a iniciativa do governo do presidente dos EUA representa uma tentativa de intimidação.
- Foto: reprodução
Notícias do Mundo – A crise diplomática entre Estados Unidos e Venezuela ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (28) após declarações do ditador Nicolás Maduro. Em evento oficial diante de tropas do Exército, o líder venezuelano vestiu uniforme militar e criticou duramente a movimentação norte-americana de enviar navios de guerra para as proximidades do litoral do país.
Segundo Maduro, a iniciativa do governo do presidente dos EUA Donald Trump representa uma tentativa de intimidação, mas não será capaz de romper a soberania da Venezuela. “Nem sanções, nem bloqueios, nem guerra psicológica, nem assédio. Não puderam, nem poderão. Não há como entrarem na Venezuela”, afirmou, em discurso televisionado para todo o país.
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EUA acusam Maduro de ligação com narcotráfico
A escalada da tensão teve início após Washington incluir Maduro e integrantes de sua cúpula política na lista de acusados de chefiar o chamado cartel de Los Soles, organização criminosa supostamente ligada ao tráfico internacional de drogas. O governo norte-americano alega que a operação militar busca “interromper a rota de entorpecentes da América do Sul em direção aos Estados Unidos”.
Resposta militar venezuelana
Diante do que classifica como uma agressão imperialista, Maduro ordenou uma série de medidas de reforço na defesa nacional. Foram mobilizados 15 mil militares para a região fronteiriça com a Colômbia, além de navios de patrulha, helicópteros e drones de vigilância. O governo venezuelano afirma ainda que mantém alianças internacionais estratégicas, embora não tenha detalhado quais países estariam oferecendo suporte militar ou diplomático.
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“Hoje estamos mais preparados do que ontem e contamos com mais apoio internacional do que nunca. Para cada ameaça, haverá uma resposta proporcional”, disse Maduro, sugerindo que o país não ficará isolado diante da pressão norte-americana.
Impasse internacional
O episódio reacende a disputa geopolítica na América Latina e coloca novamente a Venezuela no centro das atenções internacionais. Especialistas em relações exteriores avaliam que a iniciativa dos EUA pode estar vinculada tanto a interesses estratégicos de segurança quanto ao objetivo político de enfraquecer o regime chavista, alvo de sanções econômicas desde 2017.
Já o governo venezuelano insiste em caracterizar a movimentação como parte de uma “guerra híbrida”, em que pressões econômicas, diplomáticas e militares são aplicadas de forma simultânea para provocar instabilidade interna.
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