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Apartamento de R$ 5 milhões é registrado por R$ 125 mil em nome da família de Hugo Motta

Imóvel de alto padrão em João Pessoa foi adquirido pela família de Hugo Motta com valor declarado muito abaixo do mercado, levantando suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.

Por Beatriz Silveira

31/08/2025 às 11:34

Notícias do Brasil – Um apartamento de luxo avaliado entre R$ 3,8 milhões e R$ 5 milhões, localizado em uma das áreas mais nobres de João Pessoa (PB), foi registrado como vendido por apenas R$ 125 mil à família do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A denúncia foi publicada pela jornalista Natália Portinari, do portal UOL, e levanta fortes indícios de irregularidade no negócio.

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De acordo com o registro em cartório, a compra foi oficializada em 23 de janeiro de 2025, poucos dias antes de Motta assumir a presidência da Câmara. O valor declarado corresponde a apenas 3,2% do preço fiscal do imóvel, estimado em R$ 3,8 milhões. A discrepância chamou atenção de especialistas e pode configurar fraude ou prática de lavagem de dinheiro.

Leia também: Motociclista e garupa morrem em grave acidente na Avenida das Torres em Manaus

O apartamento foi adquirido pela empresa Medeiros & Medeiros Ltda, que pertence à esposa e aos filhos de Motta, junto à Construtora Massai. A construtora afirmou que a quantia recebida se referia apenas a uma fração do terreno, e não ao imóvel em si. Contudo, o prédio já havia sido inaugurado em 2023, e a justificativa não esclareceu a diferença de valores.

Outro ponto questionado é que, em fevereiro de 2024, a mesma unidade havia sido comprada pela Massai por R$ 1,7 milhão. Atualmente, outros apartamentos no mesmo edifício estão avaliados em até R$ 7,5 milhões, reforçando a suspeita de subfaturamento.

Segundo o professor de Direito da FGV, Thiago Bottino, o caso sugere possível operação ilegal: “Se a pessoa compra um imóvel por R$ 125 mil e paga imposto de transmissão sobre R$ 3,8 milhões, é indício de que o bem realmente vale R$ 3,8 milhões”, afirmou.

O episódio deverá ser investigado por órgãos de controle, como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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