Justiça condena a mais de 100 anos cinco réus pela morte de procurador no interior de Rondônia
Crime de 2019 foi premeditado e motivado por promessa de pagamento; execução ocorreu em frente à Câmara Municipal.

Foto: Reprodução
Notícias de Rondônia – Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Cacoal (RO) condenou cinco acusados pelo assassinato do procurador da Câmara Municipal, Sidnei Sotele, executado a tiros em 2019. As penas aplicadas somam mais de 100 anos de prisão. O crime foi considerado premeditado, com promessa de pagamento, e aconteceu em plena luz do dia, diante do prédio público.
Sidnei havia assumido o cargo de procurador-geral da Câmara uma semana antes de ser morto. No momento do ataque, ele estava acompanhado de Gideão Francisco, baleado na cabeça após ser confundido com um segurança. Gideão sobreviveu após quase um mês internado e precisou de traqueostomia.
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Segundo a sentença, os réus monitoraram a rotina da vítima até encontrar o instante ideal para a execução. O carro usado no ataque foi furtado, adulterado e depois incendiado para eliminar provas.
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Confira as condenações:
Justiça condena Mauricio Souza Genovez a mais de 50 anos de prisão por liderar a execução, organizar o grupo e atuar como atirador.
Justiça condena Maycon Anderson da Silva Nascimento a mais de 30 anos de prisão por dirigir o veículo e acompanhar a rotina da vítima.
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Justiça condena Wilhasmar Ventramelli a mais de 13 anos de prisão por ceder a casa que serviu de apoio aos executores.
Justiça condena Gilberto da Silva dos Santos a quase 4 anos de prisão por conduzir o carro de fuga e tentar incriminar inocentes.
Justiça condena Gervásio Lucas Brandão a 5 anos de prisão em regime semiaberto por adulterar o veículo utilizado no crime.
O Tribunal também destacou que o mandante da execução já é falecido, sem revelar identidade ou motivação.
As defesas de Wilhasmar e Gervásio afirmaram que o resultado representou uma vitória parcial, já que retirou acusações mais graves e abriu possibilidade de recursos.
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