Criança com paralisia cerebral é estuprada pelo padrasto e tem o ânus dilacerado no Amazonas, diz delegado
Delegado Jorge Arcanjo destaca rapidez da prisão e acolhimento à vítima após crime brutal em Borba
- Foto: divulgação
Notícias policiais – Um homem de 23 anos foi preso suspeito de estuprar a enteada de apenas 7 anos, que possui paralisia cerebral, e deixar o ânus dela dilacerado no município de Borba (distante 210 km de Manaus). O crime ocorreu na terça-feira (2/9) e a prisão foi realizada em menos de cinco horas, em uma área de mata próxima ao aeroporto da cidade.
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O delegado Jorge Arcanjo, titular do 74º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Borba, falou sobre o caso durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (3). “Estamos lidando com um monstro, um indivíduo que não teve qualquer consideração pela vulnerabilidade dessa criança”, afirmou o delegado.
Segundo Arcanjo, o padrasto, cujo nome não foi revelado para preservar a investigação e a segurança da vítima, aproveitou-se da fragilidade da menina com paralisia cerebral para cometer um crime hediondo que chocou toda a comunidade. “A frieza e brutalidade desse homem são inimagináveis”, completou o delegado.
De acordo com o delegado, a equipe policial foi acionada após a mãe da criança registrar a denúncia. “A companheira dele foi ao mercado comprar algo, que inclusive ele deu o dinheiro. Ele aproveitou que essa criança estava só, tirou a frauda dela e a estuprou por meio anal. A única forma que ela tem de verbalização com sua mãe é o choro. A mãe ao perceber o choro abundante alimentou essa criança mas ela continuou. Ele tomou banho e saiu para trabalhar sendo olheiro do tráfico”, disse.
A criança foi imediatamente atendida por uma equipe médica especializada, que realizou procedimento cirúrgico para tratar lesões graves na região intima onde houve dilacerações. Além disso, foram realizados exames para verificar a possível exposição a doenças venéreas, devido à gravidade do abuso.
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O delegado ressaltou a frieza do acusado, que confessou o crime durante o interrogatório e afirmou que não foi a primeira vez. “Ele aproveitou que a mãe estava ausente para abusar da criança, que é extremamente vulnerável. Esse tipo de crime é cruel e causa grande comoção na comunidade”, destacou.
Para garantir a segurança do preso, diante da revolta popular, a Polícia Civil está providenciando sua transferência para outra unidade. A delegacia conta com uma equipe especializada e assistente social para prestar apoio integral à família da vítima.
“Estamos firmes no combate a esse tipo de crime. A prioridade agora é a recuperação da criança e a responsabilização do agressor”, concluiu Jorge Arcanjo.
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