Estuprador em série usava aplicativo de transporte para atrair as vítimas em Manaus, afirma a polícia
Marcelo Gustavo Lima de Souza foi capturado no Pará após fuga de dois anos; vítimas relatam abusos durante corridas.
- (Foto: Divulgação)
Notícias policiais – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), com apoio da Polícia Civil do Pará (PCPA), prendeu na manhã desta quarta-feira (3/9) o motorista de aplicativo Marcelo Gustavo Lima de Souza, de 38 anos, investigado por estuprar diversas passageiras durante corridas em Manaus. A prisão ocorreu na cidade de Monte Alegre, no Pará, após dois anos de foragido.
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De acordo com o delegado Costa e Silva, titular do 8º DIP, Marcelo vinha sendo investigado desde 2023. Vítimas relataram que, após aceitarem as corridas pelo aplicativo, eram violentadas durante o trajeto. Em um dos relatos mais perturbadores, o motorista chegou a ler trechos bíblicos durante os ataques e confessou a uma passageira sua curiosidade em fazer sexo com uma mulher grávida.
Uma das vítimas chegou a postar sobre o caso nas redes sociais, o que acabou dificultando a investigação, pois o suspeito fugiu. “As passageiras aceitavam as corridas pelo aplicativo e, durante o trajeto, eram violentadas. Em alguns casos, ele chegou a ler trechos bíblicos e, em um deles, perguntou a uma vítima se ‘era bom fazer sexo grávida’”, revelou o delegado.
“A gente solicitou a decretação da prisão preventiva e, quando tentamos cumprir o mandado, ele já havia desaparecido. Não havia registros dele saindo pelo aeroporto de Manaus, nem movimentações bancárias ou telefônicas em seu nome. Ele sumiu completamente”, explicou o delegado.
Após um trabalho intenso de inteligência policial, a equipe do 8º DIP, em parceria com a Polícia do Pará, localizou Marcelo em Monte Alegre e efetuou a prisão na manhã desta quarta-feira. No vídeo da captura, o suspeito chegou a usar nome falso, e a polícia encontrou uma Bíblia no local onde ele costumava ficar.
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Marcelo Gustavo responderá por crimes de estupro em concurso material, ou seja, cada crime poderá resultar em pena de 6 a 10 anos de prisão.
O delegado destacou que o investigado praticou os abusos contra pelo menos seis vítimas identificadas, e a divulgação do caso pode levar a outras denúncias.
“Ele usava o aplicativo para atrair as vítimas e praticar os crimes em locais mais isolados, aproveitando-se da confiança gerada durante as corridas. Agora, ele será ouvido e responderá pelo que fez”, afirmou Costa e Silva.
A polícia reforça o compromisso com a proteção das vítimas e a busca por justiça, destacando a importância de denunciar casos semelhantes.
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