Diretora da CGU afirma que INSS soube das fraudes em 2019, mas não tomou providências
Segundo Eliane Mota, as irregularidades vieram à tona por meio de denúncia do Ministério Público do Paraná.
- Vinicius Shmidt
Notícias do Brasil – A diretora de Auditoria de Previdência da Controladoria-Geral da União (CGU), Eliane Viegas Mota, afirmou nesta quinta-feira (4/9), durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve conhecimento de um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos em aposentadorias em 2019, mas não adotou nenhuma medida.
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Segundo Eliane Mota, as irregularidades vieram à tona por meio de denúncia do Ministério Público do Paraná, que apontou aumento de reclamações de beneficiários e recomendou a suspensão dos acordos de cooperação técnica com quatro entidades envolvidas. Entretanto, o instituto optou por não agir naquele momento.
O escândalo foi revelado pelo portal Metrópoles em reportagens a partir de dezembro de 2023, mostrando que a arrecadação das entidades com os descontos indevidos atingiu R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraudes nas filiações de segurados.
Durante a sessão da CPMI, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), questionou se a CGU só tomou conhecimento das irregularidades em 2019. A diretora respondeu que não há registros anteriores ao conhecimento obtido naquele ano.
A auditoria da CGU junto ao INSS só foi iniciada em março de 2024, quando Eliane Mota se reuniu com o ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. Apesar de ter avaliado possíveis medidas, Stefanutto não suspendeu os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com as entidades envolvidas.
Stefanutto foi afastado do INSS em abril de 2025, após ser alvo de operação da Polícia Federal relacionada às fraudes que desviaram aposentadorias por meio de descontos não autorizados pelos beneficiários.
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