Oposição no Senado busca impeachment de PGR e habeas corpus para Bolsonaro e aliados
As ações, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, foram motivadas por denúncias feitas por Eduardo Tagliaferro.

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
Notícias do Brasil – Senadores contrários ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começaram a articular pedidos de impeachment contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de habeas corpus para Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. As ações, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, foram motivadas por denúncias feitas por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e detalhadas nesta quarta-feira (3) durante reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado.
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O grupo oposicionista planeja ainda ingressar com petições na ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Em uma estratégia ampla, a comissão presidida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, pretende envolver órgãos nacionais e internacionais. Entre as medidas decididas estão o envio de um relatório com as acusações a governos de países como Estados Unidos, Itália e Argentina, e a solicitação de proteção à família de Tagliaferro, que, segundo ele, estaria sob risco em razão de suas declarações.
Também será feito um apelo à Embaixada da Itália para garantir a segurança do ex-assessor caso precise viajar ao país europeu. Além disso, a comissão buscará orientação da advocacia do Senado sobre a disponibilização de documentos aos advogados dos réus e acionará a Polícia Legislativa para perícia das provas apresentadas durante a audiência.
A denúncia que desencadeou a movimentação surgiu na própria audiência. Tagliaferro acusou o ministro Alexandre de Moraes de ter adulterado um relatório técnico para justificar uma operação da Polícia Federal contra empresários em agosto de 2022. O ex-assessor afirmou ainda que manteve conversas com Paulo Gonet enquanto ele chefiava a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE nas eleições de 2022, nas quais, segundo Tagliaferro, Moraes e Gonet teriam alinhado as acusações a serem formalizadas pela Procuradoria-Geral da República.
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