TST mantém contrato de R$ 8,6 milhões para serviços em apartamentos de ministros
O TST justificou a ação como necessária para garantir acesso remoto seguro aos sistemas do tribunal.
- Warley Andrade/TV Brasil
Notícias do Brasil – O Tribunal Superior do Trabalho (TST) mantém um contrato de R$ 8,6 milhões anuais com a empresa Renovar Engenharia para manutenção predial dos imóveis funcionais da corte. Entretanto, os serviços prestados vão além do padrão em Brasília, onde a manutenção geralmente cobre apenas problemas estruturais. No TST, a terceirizada realiza tarefas como troca de lâmpadas, instalação de eletrodomésticos, pendurar quadros e até mudança de móveis entre cômodos.
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Em pelo menos dois episódios, a empresa também prestou serviços na residência particular do ministro Alexandre Luiz Ramos, que não ocupa imóvel funcional. Segundo registros, técnicos da Renovar estiveram no local nos dias 24 e 25 de janeiro para reparar um cabo de rede. O TST justificou a ação como necessária para garantir acesso remoto seguro aos sistemas do tribunal.
Serviços incomuns nos apartamentos
A lista de chamados feitos pelos ministros inclui solicitações cotidianas, muitas vezes sem relação com manutenção estrutural:
instalação de uma TV de 50 polegadas e de máquina de lavar louças;
troca de lâmpadas brancas por amarelas;
ajustes em móveis e montagem de varal;
instalação de quadros e extensão elétrica;
acionamento de aquecedor de água.
O tribunal declarou que todos esses serviços se enquadram como “manutenção” dos imóveis funcionais.
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Valores e contratos
Desde o início do contrato, em abril de 2022, a Renovar Engenharia já recebeu R$ 15,7 milhões do TST. Em 2024, foram pagos R$ 6,38 milhões; em 2025, até agora, já são R$ 3,3 milhões. O contrato está no 11º aditivo e vale até abril de 2026.
Atualmente, o TST mantém 15 imóveis funcionais em áreas valorizadas da Asa Sul e da Asa Norte, além de dois apartamentos adicionais nessas regiões. Desde 2023, os gastos com taxas desses imóveis somaram R$ 285,1 mil.
Dos 27 ministros da corte, 15 residem em imóveis funcionais. Apenas um recebe auxílio-moradia, limitado a R$ 4,3 mil mensais.
Críticas recentes
O contrato milionário de manutenção se soma a outras despesas que geraram críticas à corte. Recentemente, o TST firmou contrato de R$ 1,5 milhão por ano para manter uma sala VIP exclusiva para ministros no aeroporto de Brasília. Além disso, desembolsou R$ 10,3 milhões na compra de sedãs híbridos de luxo Lexus, avaliados em R$ 346,5 mil cada.
O tribunal, que em seus materiais institucionais se autodenomina “a corte da justiça social”, tem sido questionado sobre o uso de recursos públicos em benefícios considerados supérfluos por críticos.
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