Pesquisa aponta que racismo e baixa renda travam conclusão dos estudos básicos no Brasil
Levantamento mostra que jovens negros e pobres são maioria entre os 66 milhões de brasileiros sem ensino fundamental ou médio completo.

Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Racismo estrutural e a necessidade de trabalhar para garantir renda são fatores determinantes para a evasão escolar de jovens e adultos no país. A conclusão é de uma pesquisa divulgada pela Fundação Roberto Marinho e pelo Itaú Educação e Trabalho, que analisou dados da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e seu impacto sobre empregabilidade e renda.
PUBLICIDADE
Segundo o levantamento, 66 milhões de brasileiros com mais de 15 anos não concluíram a educação básica. A maioria é formada por pessoas negras e de baixa renda, o que revela o peso da desigualdade histórica na exclusão escolar.
“O público que a EJA atende é majoritariamente negro e pobre. A necessidade de trabalhar e as barreiras estruturais ligadas ao racismo dificultam a permanência nos estudos”, afirmou Diogo Jamra, gerente do Itaú Educação e Trabalho.
Leia mais: Preço da cesta básica aumenta em supermercados de Manaus, aponta pesquisa do Procon
A análise, baseada em microdados da PNAD Contínua, revelou que concluir a EJA aumenta as chances de emprego formal em até 9,6 pontos percentuais e pode elevar a renda em 7,5% para jovens entre 19 e 24 anos.
Entre os principais fatores ligados à evasão estão: atraso escolar, ser homem, viver em áreas rurais, baixa renda e inserção precoce no mercado de trabalho. Já entre os adultos que retornam pela EJA, mulheres com filhos e trabalhadores com jornadas longas apresentam maior risco de abandonar novamente os estudos.
PUBLICIDADE
Especialistas defendem maior investimento e inovação pedagógica para adequar a modalidade às realidades do público atendido, especialmente em regiões rurais. A integração da EJA com a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é apontada como um caminho para aumentar as perspectivas de emprego e renda.
“A necessidade de renda empurra jovens para fora da escola, mas também pode ser o motivo para que busquem a EJA como oportunidade de melhorar de vida”, avaliou Jamra.
Os resultados reforçam a urgência de políticas públicas intersetoriais que garantam acesso, permanência e conclusão da educação básica para milhões de brasileiros historicamente excluídos.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





