Verme-marinho produz pigmento amarelo usado em pinturas renascentistas
Paralvinella hessleri cria auripigmento como escudo contra um ambiente tóxico no fundo do oceano

Verme-marinho produz pigmento amarelo usado em pinturas renascentistas – Foto: reprodução do Instagram
Curiosidades – Um verme que vive nas extremas fissuras termais do fundo do oceano produz o auripigmento, um pigmento amarelo-dourado altamente valorizado por artistas ao longo da história, especialmente durante o Renascimento — embora também seja altamente tóxico.
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Armadura de pigmento como estratégia de sobrevivência
A espécie Paralvinella hessleri habita ambientes a mais de 1 km de profundidade, em regiões ricas em sulfetos e arsênio, compostos venenosos emitidos pelo fundo do mar. Para se proteger, o verme acumula arsênio em sua pele e órgãos, que então reagem com os sulfetos ao seu redor, gerando um revestimento microscópico de auripigmento — uma espécie de armadura mineral protetora.
Tinta histórica com presença (e desaparecimento) marcante na arte
O auripigmento — também conhecido como orpimento — foi amplamente utilizado ao longo da história humana. Está presente em tumbas do Egito Antigo, aparece em decorações chinesas milenares e foi amplamente empregado por artistas renascentistas, como Rafael e Tintoretto, devido à sua tonalidade vibrante. No entanto, caiu em desuso a partir do século XVIII por causa de sua toxicidade.
Um sulfeto de arsênio em células animais: descoberta inédita
Segundo o Portal Superinteressante, embora construam conchas e escudos minerais, outros organismos não haviam sido identificados formando sulfeto de arsênio em suas células — até agora. A descoberta desse mecanismo na Paralvinella hessleri abre caminho para novas pesquisas sobre biomineralização em ambientes extremos.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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