Ex-ministro Carlos Lupi nega acobertar desvios no INSS durante sua gestão
Fora do cargo desde maio, Lupi declarou que espera ver os responsáveis presos.
- Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Notícias do Brasil – Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (8), o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), negou ter acobertado supostos desvios nos descontos de aposentados e pensionistas. Ele comandava a pasta quando o escândalo veio à tona, entre 2023 e 2024, período em que as irregularidades se multiplicaram.
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“Errar é humano; eu posso ter errado várias vezes. Má-fé eu nunca tive. Acobertar desvios, nunca fiz na minha vida”, afirmou Lupi durante a oitiva. O ex-ministro ressaltou que não é investigado e destacou que nenhuma sindicância foi aberta contra ele por ausência de indícios.
Fora do cargo desde maio, Lupi declarou que espera ver os responsáveis presos. Ele disse que tomou medidas contra fraudes enquanto esteve à frente do ministério, mas reconheceu que não teve dimensão do tamanho do esquema. “Talvez minha falha maior tenha sido essa, não dado dimensão ou tamanho do rombo que era isso”, declarou.
O ex-ministro também afirmou não conhecer Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Maurício Camisotti, apontados pela Polícia Federal como principais operadores das fraudes.
Lupi é o primeiro ex-ministro da Previdência a depor na CPMI. A comissão deve ouvir ainda aqueles que ocuparam a pasta entre os governos Dilma Rousseff (2015) e Jair Bolsonaro (2022).
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