“Meu querido diário”: Moraes ironiza anotações de Ramagem durante leitura em julgamento no STF
Ministro do STF afirma que mensagens do ex-diretor da Abin revelam início de atos executórios para manter Bolsonaro no poder.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ironizou nesta terça-feira (9) as anotações encontradas com o deputado federal e ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, durante o julgamento do “núcleo 1” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista do governo Bolsonaro.
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“Salientando que as anotações feitas no documento eram só para ele, uma espécie de diário… ‘O meu querido diário’. Não é passível, não é razoável, e todas as mensagens eram direcionadas ao presidente”, disse Moraes. O ministro ressaltou que o conteúdo não se tratava de comunicações entre criminosos comuns, mas de mensagens do diretor da Abin para o então presidente da República, evidenciando que a organização criminosa já iniciava atos executórios.
Moraes explicou que a nomeação de Ramagem, com aprovação do Senado e do GSI, deu início à estruturação da suposta trama para deslegitimar a Justiça Eleitoral, disseminando desinformação sobre urnas eletrônicas e fraudes inexistentes, sempre com o objetivo de manter Bolsonaro no poder.
Ramagem é o único dos oito réus que não responde pelos cinco crimes imputados ao grupo. A Câmara dos Deputados suspendeu parte das acusações contra ele, que agora responde por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.
A Primeira Turma do STF iniciou nesta terça a votação do julgamento que pode condenar ou absolver Bolsonaro e os outros sete réus do núcleo 1. Após Moraes, votam os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
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