Mão-pé-boca: FVS-RCP alerta para cuidados e prevenção da doença no Amazonas
Com duração média de uma semana, a doença é transmitida pelo contato direto com secreções nasais.
- Foto: divulgação
Notícias do Amazonas – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), emitiu alerta reforçando os cuidados contra a síndrome mão-pé-boca, uma infecção viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, crianças menores de cinco anos.
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Com duração média de uma semana, a doença é transmitida pelo contato direto com secreções nasais, saliva, fezes ou fluido de pequenas bolhas na pele. Brinquedos e superfícies contaminadas também podem espalhar o vírus. Mesmo pessoas assintomáticas, incluindo adultos, podem transmitir a infecção.
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, é fundamental redobrar a atenção em ambientes coletivos como creches e escolas. “É necessário ter atenção redobrada na educação infantil para reduzir o risco de disseminação da doença”, destacou.
Sintomas e identificação
Os primeiros sinais da mão-pé-boca são febre, aftas, bolhas nas mãos e nos pés, além de dificuldade para engolir. Foi o que viveu a publicitária Patrícia Lima, de 22 anos, ao perceber bolhas nas mãos e pés do filho de 1 ano e 3 meses. “Achamos que eram picadas de mosquito, mas as bolinhas aumentaram. O pediatra diagnosticou a síndrome”, relatou.
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A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), Roberta Danieli, reforça a importância da resposta imediata: “Se a criança apresentar sintomas, não deve frequentar a escola. É essencial procurar atendimento médico e informar a instituição para reduzir o risco de contágio”.
Prevenção
As medidas preventivas incluem:
Lavar as mãos com frequência;
Higienizar superfícies e objetos;
Evitar compartilhar talheres, copos ou mamadeiras;
Manter crianças doentes afastadas do convívio escolar até a cicatrização das lesões;
Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar.
Tratamento
Não há medicamento específico contra o vírus. O tratamento é sintomático, com uso de antitérmicos, analgésicos, anestésicos tópicos e hidratação. Em casos graves — febre persistente, desidratação, sonolência ou convulsões — a criança deve ser encaminhada para unidades de média complexidade, como HPSs infantis, SPAs ou UPAs da rede estadual.
A FVS-RCP segue monitorando os casos em parceria com as vigilâncias municipais e reforça a importância da notificação e manejo clínico adequado para conter a propagação da doença no Amazonas.
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