Vereador Aldenor Lima gastou verba do cotão com escritório em que procurador-geral da Câmara de Manaus é sócio
De janeiro a setembro de 2025, o vereador Aldenor Lima (União Brasil) registrou R$ 225,5 mil em despesas com o cotão.
- Foto: divulgação
Notícias de Política – Entre janeiro e fevereiro de 2025, o vereador Aldenor Lima (União Brasil) desembolsou R$ 30 mil do chamado cotão — a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) — para pagar serviços de consultoria técnica prestados pelo escritório Albuquerque & Redig Advocacia. O detalhe é que um dos sócios do escritório é o atual procurador-geral da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Iuri Albuquerque.
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Os pagamentos foram feitos em duas parcelas: R$ 15 mil no dia 24 de janeiro e outros R$ 15 mil no dia 20 de fevereiro.
Iuri, que é filho da procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque, assumiu o cargo comissionado de procurador-geral da CMM no dia 3 de janeiro de 2025, com salário de R$ 30,3 mil.
De janeiro a setembro de 2025, o vereador Aldenor Lima (União Brasil) registrou R$ 225,5 mil em despesas com o cotão da Câmara Municipal de Manaus. Os gastos foram distribuídos principalmente entre consultorias técnicas e divulgação de atividades parlamentares, com contratos firmados com o escritório Albuquerque & Redig Advocacia, a DLM Gráfica e Comércio de Brindes Personalizados Ltda e a L L Consultoria em Publicidade Ltda.
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Entre os maiores desembolsos estão os serviços da gráfica, que somaram mais de R$ 82 mil, e as consultorias contratadas, que ultrapassaram R$ 94 mil no período.
Outro lado
A reportagem do AM Post procurou tanto o vereador Aldenor Lima quanto a Câmara Municipal de Manaus para um posicionamento oficial por meio de nota. Até o fechamento desta matéria, apenas a Câmara de Manaus respondeu. Em nota, a Casa Legislativa esclareceu que o escritório não é administrado apenas pelo procurador e que as atividades não são ilegais.
“A Câmara Municipal de Manaus (CMM) esclarece que a análise e a aprovação das despesas da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) não passam pela Procuradoria da CMM, mas sim pela Controladoria da Casa Legislativa, órgão responsável por avaliar e autorizar esse tipo de despesa.
A CMM ressalta, ainda, que o escritório mencionado não pertence exclusivamente ao procurador-geral da Casa, mas é uma sociedade composta também por outros advogados. E lembra que não há impedimento legal para que procuradores da Casa exerçam atividades advocatícias privadas, desde que respeitadas as normas vigentes. Assim, contratações realizadas por vereadores ou servidores, quando devidamente regulares e remuneradas, estão dentro da legalidade”.
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