Por que algumas pessoas não sentem dor, e isso não é um superpoder
A insensibilidade congênita à dor (CIPA) parece vantajosa, mas é uma condição rara e perigosa que revela caminhos para analgésicos sem opioides

Por que algumas pessoas não sentem dor, e isso não é um superpoder – Foto: imagem criada por inteligência artificial
Curiosidades – A condição — chamada Insensibilidade Congênita à Dor com Anidrose (CIPA) — afeta apenas uma em cada 125 milhões de pessoas. Resulta de uma mutação genética no gene NTRK1, que impede o desenvolvimento adequado dos receptores TrkA nos nociceptores, os neurônios que captam estímulos como calor, frio e pressão.
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O papel essencial da dor no corpo
Embora pareça desejável evitar crises de enxaqueca ou cortes superficiais, a dor é um alerta vital do corpo. Sem essa percepção, ferimentos passam despercebidos — cortes na língua, dedos ou pés, por exemplo — e o organismo perde a capacidade de alertar sobre lesões e evitar agravamentos.
Riscos que vão além do visível
Além da ausência de gritos de dor, a incapacidade de suar (anidrose) coloca essas pessoas em risco de hipertermia. Outras consequências comuns incluem infecções não detectadas, deformidades, e em casos graves, amputações. A expectativa de vida dos portadores de CIPA costuma ser bastante reduzida.
DA condição médica à inovação tecnológica
De acordo com o Portal Superinteressante, cientistas brasileiros investigam variações específicas do gene NTRK1 que bloqueiam apenas a via da dor, sem afetar o crescimento neuronal. A partir dessas mutações, desenvolveram a molécula TAT-pQYP, que em testes com camundongos reduziu a resposta à dor em até 40%. Esse avanço pode abrir caminhos para analgésicos eficazes e sem risco de dependência.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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