Polícia revela detalhes de esquema milionário descoberto pela Operação Holograma em Manaus
Ação que prendeu membros de organização criminosa em três estados.
- (Foto: Divulgação)
Notícias policiais – A Polícia Civil do Amazonas, em uma ação coordenada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), desarticulou uma organização criminosa responsável por aplicar golpes milionários utilizando a técnica de plástica digital, viabilizada por Inteligência Artificial.
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A coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 11, trouxe à tona os detalhes da Operação Holograma, que já havia sido deflagrada anteriormente.
O delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, destacou a relevância da operação: “Essa é a primeira ação desse tipo no Amazonas, e conseguimos identificar um grupo que operava em diversos estados, adquirindo veículos de forma fraudulenta. A plástica digital permitiu que eles clonassem as biometrias faciais das vítimas, facilitando a aprovação de financiamentos bancários.”
As investigações, iniciadas há dois meses, revelaram que a quadrilha utilizava imagens holográficas para sobrepor os rostos das vítimas em vídeos durante as verificações de biometria facial. “Os criminosos coletavam dados em bancos de dados abertos, como fotografias, e utilizavam plataformas de Inteligência Artificial para gerar os hologramas. Isso lhes permitiu adquirir dezenas de veículos em pelo menos cinco estados”, explicou o delegado.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de quatro mandados de busca e apreensão. Três veículos “zero quilômetro”, documentos, celulares e computadores foram apreendidos. Entre os presos, estão João Gregoletto Neto e Andressa Cristina de Melo Feitoza, em Ribeirão Preto, e Luana Paula Alves Quirino, em Uberlândia, que já tinha um histórico criminal por homicídio tentado.
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Cícero Túlio também abordou a possibilidade de a quadrilha estar ligada a uma organização criminosa maior, apontando para um possível envolvimento no tráfico de drogas. “Estamos investigando a conexão entre esse grupo e facções que atuam na região Sudeste, com a suspeita de que eles utilizavam os veículos adquiridos para esconderijo de entorpecentes.” disse Túlio.
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Todos os presos foram encaminhados para audiências de custódia e responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e falsidade ideológica. “Estamos comprometidos em desmantelar essa organização e proteger as vítimas dessas fraudes”, concluiu o delegado.
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