CPMI aprova quebra de sigilos de “Careca do INSS” e outros investigados por desvios na previdência
O colegiado solicitou ainda ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaboração de um Relatório.
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Notícias do Brasil – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades nos descontos de associações no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (11/9) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, apontado como o principal operador do esquema de desvios.
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Além de Antunes, a CPMI autorizou a quebra de sigilo de Maurício Camisoti, outro suposto beneficiário do esquema, e das empresas ligadas a ele. Também foram incluídos ex-funcionários do INSS, como Alessandro Stefanutto, ex-presidente do instituto, demitido após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal.
O colegiado solicitou ainda ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaboração de um Relatório de Inteligência Financeira sobre Antunes, reforçando a fiscalização sobre a movimentação de recursos suspeitos.
Ao todo, mais de 300 requerimentos de quebra de sigilo foram aprovados, abrangendo entidades sindicais investigadas por irregularidades em descontos previdenciários, como Conafer, Ambec e Sindnapi, bem como dirigentes dessas organizações, incluindo Aristrides Veras, presidente da Contag e irmão do primeiro-secretário da Câmara, Carlos Veras (PT-PE).
Entre os pedidos não aprovados, estavam os sigilos de ex-ministros da Previdência, Carlos Lupi (governo Lula) e José Carlos Oliveira (governo Bolsonaro). Segundo o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), os requerimentos foram retirados por “falta de materialidade”, já que os dois não são investigados.
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