Bolsonaro sonda sócio do Modal para BNDES
Eduardo Centola contribui com propostas e passou a ser cotado para eventual governo; nomes de Paulo Guedes também estão no páreo.
- Jair Bolsonaro, liderando as pesquisas para o segundo turno, avalia nomes para sua equipe econômica e sondou Eduardo Centola, do Banco Modal, para possível comando do BNDES, embora sem convite formal.
- Centola, próximo da campanha por laços pessoais e experiência com investimentos chineses no Brasil, tem colaborado com propostas de infraestrutura, mas não é o único nome cotado, já que Paulo Guedes possui outros conselheiros de confiança.
- O grupo econômico de Bolsonaro inclui também executivos do setor financeiro e busca sugestões para o plano de governo, enquanto Centola atua para aproximar a campanha de empresários asiáticos e reduzir resistências quanto à presença chinesa no país.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Liderando com folga pesquisas de intenção de voto no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) segue empenhado na montagem de seu eventual governo. O presidenciável sondou recentemente Eduardo Centola, sócio e copresidente do Banco Modal, a se juntar aos quadros de futura equipe econômica. O executivo foi inclusive consultado sobre seu interesse em comandar o BNDES, segundo duas fontes ouvidas pelo ‘Estado’.
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Não houve convite formal, mas Centola segue como um nome cogitado por Bolsonaro. O executivo tem contribuído com propostas para o plano de governo, especialmente na área de infraestrutura diante de sua experiência com investimentos da China no País. A sondagem não significa que ele será, ao fim, a indicação formal de Bolsonaro. Fontes próximas a Paulo Guedes, apontado por Bolsonaro como seu ministro da Economia, dizem que ele tem conselheiros econômicos de confiança que também seriam qualificados para o cargo.
O sócio do Modal apoia a candidatura de Bolsonaro e aproximou-se da campanha por caminho diferente de outros executivos aventados para a equipe econômica de um governo PSL. Centola estabeleceu contato direto com o candidato e os filhos políticos de Bolsonaro por ter amigos em comum. A maior parte dos nomes cogitados até o momento foi levada à campanha pelas mãos de Guedes, que tem grande entrada no mercado financeiro e protagonismo na montagem da equipe.
Guedes se reúne toda a semana com um grupo de economistas de sua confiança, entre eles estão Rubem Novaes, Marcos Cintra, Carlos da Costa e Carlos von Doellinger. Foi Guedes também quem iniciou conversas com executivos como Roberto Campos Neto, diretor do Santander, Pedro Guimarães, sócio do Brasil Plural, e Alexandre Bettamio, presidente do Bank of America Merryl Linch na América Latina, para angariar sugestões de propostas e, eventualmente, atraí-los para a equipe do novo governo.
Resistências
Centola é entusiasta da candidatura de Bolsonaro e começou a conversar com o grupo próximo ao presidenciável para colaborar com ideias, segundo fontes. Além de contato com os filhos de Bolsonaro, o executivo trabalha com Eudes de Orleans e Bragança, irmão do agora eleito deputado federal pelo PSL Luiz Philipe de Orleans de Bragança, que se tornou aliado do deputado nos últimos meses e chegou a ser cogitado como nome para vice de Bolsonaro.
O executivo, que se especializou em assessorar negócios de chineses no Brasil nos últimos anos, tem atuado para fazer pontes entre campanha e empresários asiáticos e reduzir a resistência de Bolsonaro. O candidato já expressou contrariedade com o apetite de chineses.
Em entrevista ao Estado, o coordenador dos times que elaboram propostas de infraestrutura para um governo PSL, o economista Paulo Coutinho, pontuou que Bolsonaro só vê problema na compra de terras. “Não há resistência para que chineses construam ferrovias, rodovias, portos.” Procurados, Centola e Paulo Guedes não quiseram dar entrevista.
Fonte: Estadão Conteúdo
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