Mais de 100 mil participam de marcha anti-imigração em Londres e homenagem a Charlie Kirk
Durante a marcha, houve menções à morte do ativista conservador americano Charlie Kirk, assassinado a tiros no último dia 10.
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Notícias do Mundo – Mais de 100 mil manifestantes marcharam neste sábado (13) pelo centro da capital britânica em um dos maiores atos de direita dos últimos tempos no Reino Unido. A manifestação, intitulada “Unite the Kingdom” (“Una o Reino”, em tradução livre), foi organizada pelo ativista anti-imigrante Tommy Robinson e reuniu cerca de 110 mil pessoas, segundo a Polícia Metropolitana de Londres.
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O protesto ocorreu em paralelo ao contraprotesto “Stand Up to Racism” (“Lute contra o Racismo”), que levou aproximadamente 5 mil pessoas às ruas. Para evitar confrontos, a polícia manteve os dois grupos separados, mas registrou incidentes de agressões a agentes e tentativas de romper cordões de isolamento. Mais de 1.600 policiais foram mobilizados, incluindo 500 vindos de outras forças.
Durante a marcha, houve menções à morte do ativista conservador americano Charlie Kirk, assassinado a tiros no último dia 10. Robinson afirmou que a mobilização também era uma forma de defender a liberdade de expressão.
“Centenas de milhares já ocupam as ruas do centro de Londres enquanto nos unimos como um só por nossas liberdades”, escreveu no X (antigo Twitter).
Os manifestantes carregaram bandeiras do Reino Unido e da Inglaterra, além de símbolos dos Estados Unidos e de Israel. Alguns usavam chapéus vermelhos com o slogan “MAGA”, em referência ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, e exibiam cartazes com mensagens contra o primeiro-ministro Keir Starmer, incluindo dizeres como “vão para casa”. Crianças também participaram do ato.
Apesar da força da manifestação, o partido Reform UK, principal legenda anti-imigração do país, preferiu manter distância de Robinson, que acumula condenações criminais.
A imigração domina atualmente o debate político britânico. Somente em 2025, mais de 28 mil migrantes já atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações, número recorde. Para os apoiadores da marcha, trata-se de uma campanha de orgulho nacional; já os movimentos antirracistas denunciam a mobilização como um ato de hostilidade contra estrangeiros.
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